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“MEMÓRIAS DE UM GIGOLÔ” VEZES QUATRO

Algumas histórias são tão fortes, tão intensas que merecem ser contadas de diferentes maneiras. Este fenômeno de adaptações acontece frequentemente, desde que o mundo é mundo. Livros viram filmes, séries de televisão viram filmes, filmes viram peças de teatro e por aí vai.

Nos embalos dessas transformações, está Memórias de um Gigolô, obra de Marcos Rey. Como o próprio título da matéria indica, a história já transitou por quatro meios diferentes: começou na literatura em 1968, foi para o cinema em 1970, passou para a televisão em 1985 e hoje – sexta-feira dia 10 de Julho – estreia no teatro, em formato de superprodução musical escrita e dirigida por Miguel Falabella, com músicas compostas por Josimar Carneiro e coreografias de Fernanda Chamma.

A história é ambientada no final dos anos 20 e narra a trajetória do menino Mariano, que após o falecimento de sua tia cartomante Madame Antonieta, passa a viver com Madame Yara, dona de um bordel. Lá, torna-se um aprendiz de gigolô e apaixona-se por Guadalupe, protegida de Esmeraldo, o cafetão profissional da casa.

Na versão teatral, Mariana Rios, Marcelo Serrado e Leonardo Miggiorin estão à frente do elenco de 21 atores, como os protagonistas Guadalupe, Esmeraldo e Mariano respectivamente. Na televisão, os papéis principais foram vividos por Bruna Lombardi, Ney Latorraca e Lauro Corona, enquanto no cinema, Rossana Ghessa, Jece Valadão e Cláudio Cavalcanti assumiram o trio.

Bruna Lombardi, Ney Latorraca e Lauro Corona na minissérie exibida em 1985.
Bruna Lombardi, Ney Latorraca e Lauro Corona na minissérie exibida em 1985.

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Ainda na versão teatral, Mariana Baltar e Alessandra Verney são Madame Antonieta e Madame Yara respectivamente, as mentoras e responsáveis pelas memórias da infância de Mariano.

Leonardo Miggiorin ao centro, Mariana Rios e Marcelo Serrado ao fundo com o elenco completo em cena do espetáculo "Memórias de Um Gigolô", em cartaz no Teatro Procópio Ferreira, em São Paulo.
Leonardo Miggiorin ao centro, Mariana Rios e Marcelo Serrado ao fundo com o elenco completo em cena do espetáculo “Memórias de Um Gigolô”, em cartaz no Teatro Procópio Ferreira, em São Paulo.

Completando o elenco estão Adriana Capparelli, Adriano Fanti, Alê Limma, Clara Camargo, Fernanda Belinatti, Fernando Cursino, Laura Visconti, Luana Bichiqui, Luiz Pacini, Osmar Silveira, Renata Brás, Ricardo Vieira, Thati Abra e Ubiracy Paraná do Brasil.

Na última semana, a produção recebeu a notícia de que os atores mirins Matheus Braga e Kaleb Figueiredo haviam sido proibidos de atuar no musical pelo Juizado da Infância e da Juventude do Tribunal Regional do Trabalho, alegando que o tema do espetáculo era impróprio para inserir as crianças nesta temática.

Matheus Braga e Kaleb Figueiredo em protesto contra a censura de crianças em espetáculos teatrais com excelente valor artístico, enquanto jovens se despem e cantam palavrões em outros meios.
Matheus Braga e Kaleb Figueiredo em protesto contra a censura de crianças em espetáculos teatrais com excelente valor artístico, enquanto jovens se despem e cantam palavrões em outros meios.
MEMÓRIAS DE UM GIGOLÔ
De Miguel Falabella e Josimar Carneiro
Produção: Sandro Chaim
Coreografias: Fernanda Chamma

Quando: De 10/07 a 30/08
Quintas às 21hs, Sextas às 21h30, Sábados às 18hs e 21h30 e Domingos às 18hs
Onde: Teatro Procópio Ferreira – Rua Augusta, 2823
Vendas: Ingresso Rápido

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O CINEMA TAMBÉM APOIA A DIVERSIDADE

Antes de iniciar a matéria de hoje, eu, Luciano Fernandes, colunista de Cinema do blog Já te Falei sou contra qualquer tipo discriminação, seja ela sexual, racial, social, etnológica, religioso, aparência  ou de qualquer outro tipo. Além disso, posso afirmar com toda certeza em nome de meus amigos colunistas que o blog Já te Falei é livre de qualquer preconceito e apoia toda e qualquer manifestação de AMOR. Seja homem e mulher, mulher com mulher, homem com homem, transgênero e afins.

Em meio a uma era de aceitação e luta contra o preconceito homossexual, os meios de comunicação expressam sua empatia com a discriminação e irritam os homofóbicos e defensores da “família tradicional”. O famoso beijo gay não é mais novidade para ninguém já que a homossexualidade existe desde que o mundo é mundo. Na televisão aberta, novelas como Amor à Vida e Babilônia geraram uma polêmica em cima do assunto em 2013 e 2015 respectivamente, após mostrarem casais homossexuais da trama beijando-se explicitamente. Mas o fato não é inédito. O primeiro beijo gay da televisão brasileira foi em 2011 na novela Amor e Revolução, do SBT e como a audiência do canal costuma ser mais baixa que a da Rede Globo, o assunto passou despercebido. Mesmo em 1990, a extinta TV Manchete insinuou um beijo gay através de sombra na minissérie Mãe de Santo. Nos EUA, o lance começou antes. O primeiro beijo gay na televisão aberta americana foi no seriado Dawson´s Creek, em 1997 e desde então abriu portas para muitas séries e filmes com esta temática.

Cinemas do mundo todo deram espaço para o tema, após O Segredo de Brokeback Mountain (detalhes abaixo) ter recebido 8 indicações ao Oscar – incluindo o de Melhor Filme – e ter vencido em 3 categorias. Atores consagrados começaram a cobiçar papéis homossexuais e os filmes deixaram de ser apenas entretenimento para as pessoas dessa condição sexual, passando assim a ter um papel social para todos os amantes da sétima arte, sejam eles gays e simpatizantes ou não.

Às vésperas do final de semana LGBT em São Paulo (a Parada Gay acontece neste domingo 07/06 na Avenida Paulista), o blog Já te Falei listou 10 dicas de filmes com esta temática para você que quer entrar no clima ou apenas “abrir um pouco mais a mente” e livrar-se de qualquer preconceito:

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O maior sucesso da temática narra 18 anos de um amor intenso entre dois vaqueiros em plena cidade conservadora dos EUA de antigamente.  O filme surpreendeu ao mostrar dois galãs do cinema – Jake Gyllenhaal e Heath Ledger – em cenas quentes de sexo e causou um certo furor na época do lançamento. A curiosidade levou multidões ao cinema e o filme ocupa o 8º lugar nas bilheterias americanas de filmes de drama romântico. Veja o trailer
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Um dos hits do cinema nacional de 2014 continua arrebatando plateias do mundo tudo (atualmente em cartaz na Grécia). Fruto de um lindo curta-metragem, Hoje eu Quero Voltar Sozinho mostra a doce e inocente descoberta do amor de dois adolescentes. Tudo fica mais emocionante com o fato de um dos meninos ser cego. Delicado, surpreendente, leve. Ideal para as pessoas enxergarem a homossexualidade com mais naturalidade. Veja o trailer
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A história de amor de um surfista com um skatista em plena Califórnia ensolarada conquistou o público jovem pela identificação do conflito. Aqui, os temas levantados são o nervosismo da auto descoberta e a não aceitação da condição sexual. Um dos rapazes reluta para se aceitar como gay, interferindo em sua relação e em seu sentimento. Perfeito para esclarecer a questão de que as pessoas não escolhem sem gays, elas apenas são. Veja o trailer
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Sean Penn brilhou na pele do ativista e político Harvey Milk, figura importantíssima na luta contra o preconceito, que arrebatou São Francisco ao se tornar o primeiro político gay assumido da história. James Franco, Emile Hirsch e Josh Brolin ajudam a contar esta incrível e verdadeira história de superação e conquista de igualdade de direitos. Veja o trailer
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Em plena ditadura militar brasileira, um soldado se apaixona por um artista teatral cuja obra escracha e satiriza os absurdos cometidos pelo comando militar. Irandhir Santos e Jesuíta Barbosa interpretam o casal protagonista deste que provavelmente é um dos melhores filmes da lista. Veja o trailer
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Como pensar em filme com essa temática e não lembrar do clássico Priscilla – A Rainha do Deserto? Além de divertir e fazer a plateia gargalhar, Priscilla tem um papel fundamental na luta contra o preconceito, mostrando a dura realidade das drag queens e a rejeição da população contra pessoas do gênero. É o tipo de filme que te arrebata de todas as maneiras. Figurinos maravilhosos e performances marcantes do elenco, embalados ao incrível som Disco dos anos 80. Veja o trailer
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Atenção pais que não aceitam seus filhos gays: vocês PRECISAM ver este filme. Este é aquele tipo que apresenta a clássica história do conflito familiar por não aceitarem um filho gay. Sigourney Weaver vive uma mãe preconceituosa que faz de tudo para seu filho “escapar” da homossexualidade, levando o garoto a psicólogos e cultos religiosos afim de sanar o problema. Uma maravilhosa história de aceitação e superação. Veja o trailer
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Léa Seydoux e Adéle Exarchopoulos vivem as protagonistas que narram a história de uma garota de 15 anos que se apaixona por outra e todo o preconceito que permeia a relação. Polêmico! São quase três horas de pura pegação lésbica, porém a história é linda, as atrizes incríveis e apesar de todo o sexo explícito, o conflito do preconceito e o romance prevalecem no final. Veja o trailer
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O amor não escolhe hora, lugar e muito menos religião e conflitos políticos para acontecer e é exatamente essa dificuldade que os personagens principais desta história sofrem. Um judeu e um palestino se apaixonam, imagine o perrengue. Apesar de trágico e denso, o filme é lindo e merece ser visto pelo fato de expor a intolerância política e religiosa que afetam a vida dos Israelenses em todos os sentidos. Veja o trailer
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Este tocante documentário aborda o drama de um rapaz ao perder o amor de sua vida, proibido de participar da cerimônia fúnebre do companheiro pela família que não apoiava o casal. O documentário levanta a importante questão do casamento civil igualitário para pessoas do mesmo sexo e deixa até o mais machão com lágrimas nos olhos. Tem no Netflix! Corre para ver! Veja o trailer
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Assim como toda lista, é muito difícil sacrificar alguns títulos para destacar, mas não podemos deixar de citá-los: Má Educação, Um Estranho no Lago, Do Começo ao Fim, Weekend, Tomboy, Gaiola das Loucas, Mistérios da Carne, C.R.A.Z.Y. Loucos de Amor, Plata Queimada, Delicada Atração, Transamérica, Lawrence Anyways, Praia do Futuro, Os Amantes Passageiros, Direito de Amar, Elvis e Madona, Filadélfia, Pride, Bent,Querelle, Parceiros da Noite, Garotos de Programa, Deixe a Luz Acesa, Sou Só Eu são alguns dos muitos títulos que podem te entreter ou esclarecer questões.

Largue o preconceito de lado, aperte o play e celebre o amor. Com tantos problemas diários que enfrentamos, para quê arrumar mais um e se aborrecer com algo que não interfere em nada na sua vida? Seja feliz e deixe cada um procurar sua felicidade!

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  • Espiã Que Sabia de Menos
  • Qualquer Gato Vira-Lata 2
  • Tomorrowland – Um Lugar Onde Nada é Impossível
  • Segunda Chance
  • Sangue Azul
  • Mais Um Ano

PIPOCA E A POPULARIZAÇÃO DE SNACKS NAS SALAS DE CINEMA

Você é daqueles que não consegue ir ao cinema sem comer uma pipoca durante o filme? Pipoca salgada, pipoca doce, pipoca com manteiga, pipoca caramelizada, pipoca com queijo, pipoca com bacon, pipoca com vinagre, pipoca com chocolate… Qual a sua preferida?

Já parou para pensar na quantidade de pipoca que é ingerida durante um dia todo em um cinema? MUITA pipoca! E te pergunto mais… Já parou para pensar PORQUÊ a pipoca tem essa fama toda?

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Vamos lá. A pipoca apareceu em 1840, quando começou a ser comercializada em feiras, festivais e eventos populares diversos, já que era um snack muito barato de se fazer. Entre todas as guloseimas oferecidas nesses eventos, a pipoca rapidamente virou preferência geral e em meados de 1930, passou a ser comercializada em vários pontos das cidades nos famosos “carrinhos de pipoca”. Com o sucesso todo acerca do produto, os exibidores passaram a vender a pipoca juntamente com outras guloseimas nos próprios cinemas, mas o mal-cheiro, gordura e sujeira deixada nas salas irritaram os donos dos estabelecimentos e ameaçaram acabar com o produto nas salas. Mas na época os EUA estavam passando pela Grande Depressão e a pipoca sobrevivia, já que era o único petisco que as pessoas podiam pagar. Nos anos 50, a pipoca enfim atingiu um lucro maior do que a venda dos ingressos e popularizou-se definitivamente com a invenção do VHS e dos micro ondas: passou das salas de cinema para as salas de estar.

Atualmente a pipoca é responsável pelo maior faturamento dentro de um cinema, além de ser considerada a combinação perfeita para uma sessão. Devido aos valores astronômicos cobrados, os cinemas lucram muito mais com os snacks do que com os próprios ingressos.

O que a maioria das pessoas não sabem é que a pipoca desempenha um papel melhor ainda: ela EMAGRECE! Sim, isso mesmo, a pipoca é um alimento rico em fibras e por isso ela pode te deixar satisfeito por horas! Mas calma, preparada da maneira correta, a pipoca pode te ajudar na luta pela perda de peso. Obviamente as pipocas caramelizadas ou lotadas de manteiga – como as vendidas no cinema – não contribuem para este fato, até porque elas são estouradas no óleo. Dica para a pipoca saudável: estoure ela apenas no ar quente com temperos e ervas substituindo os supercalóricos. Além do mais, estudos comprovam que a pipoca é um alimento que RETARDA O ENVELHECIMENTO. Como? Simples: a pipoca tem mais antioxidantes que algumas frutas e legumes e outras substâncias responsáveis pelo retardo do envelhecimento.

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Gente, precisa de mais? Larga agora o arroz e feijão e vá estourar pipocas! Todos os dias e a toda hora! Afinal, com tanto benefício, fica fácil entender a paixão mundial e a ligação direta com o cinema. Para quem não consegue ficar sem comer nada assistindo televisão, está dada a dica: coma pipoca.

Hoje é sexta-feira 13! Já leu o post sobre a data que saiu aqui no Já te Falei? Clique aqui e saiba mais!

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estrelas_cine5 KINGSMAN – SERVIÇO SECRETO |  Direção: Matthew Vaugh – Com Colin Firth, Taron Egerton, Samuel L Jackson, Mark Strong e Michael Caine   – Raramente classifico um filme com cinco estrelas. Este merecia seis. Incrível, dinâmico, bem produzido, elenco estrelar e ação de tirar o fôlego! RECOMENDADÍSSIMO! 

estrelas_cine2 RENASCIDA DO INFERNO |  Direção: David Gelb – Com Olivia Wilde, Evan Peters, Mark Duplass, Sarah Bolger e Donald Glover  – Ruim. Assusta em momentos isolados, mas nada que seja parte da história. Ideia boa, porém mal realizada.

estrelas_cine2 SUPERPAI |  Direção: Pedro Amorim – Com Danton Melo, Dani Calabresa, Moniza Iozzi, Thogun Teixeira e Juliana Didone  – A nova comédia nacional até que tem situações divertidas e hilárias, mas NINGUÉM supera Dani Calabresa, que te faz rir até quando ela está de boca fechada. Único ponto positivo no filme.

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  • Golpe Duplo
  • O Sétimo Filho
  • Para Sempre Alice
  • Mortdecai – A Arte da Trapaça
  • O Amor é Estranho
  • Os Dois Lados do Amor
  • Um Jovem Poeta

“MUDANÇA DE HÁBITO” E O CAMINHO INVERSO DAS ADAPTAÇÕES

É muito comum adaptar livros e peças de teatro para o cinema. A prática é realizada desde sempre, mas foram poucas as vezes que as adaptações fizeram o caminho contrário. Isso acontece, obviamente, quando o filme em questão torna-se um sucesso grandioso, com momentos marcantes e grande possibilidade de ser realizado com êxito no palco. É o caso de Mudança de Hábito, filme estrelado por Whoopi Goldberg em 1991 que ganhou uma versão para os palcos da Broadway em 2009 e que este ano chega ao Brasil. Aliás, estreou ontem – e o te Falei já assistiu!

Para quem não é familiarizado com este clássico da Sessão da Tarde, Mudança de Hábito conta a história de Deloris Van Cartier, uma cantora da noite refugiada em um clássico convento tradicional e conservador após presenciar um assassinato. Lá ela desrespeita regras e altera a ordem do local, até que acaba à frente do coro, transformando as freiras em estrelas. O filme rapidamente tornou-se um sucesso e rendeu um segundo capítulo, Mudança de Hábito 2: Mais Loucuras no Convento, que conta com a participação da ainda jovem Lauryn Hill.

Cena do filme "Mudança de Hábito": Irmã Mary Clarence à frente do entusiasmado coro de freiras.
Cena do filme “Mudança de Hábito”: Irmã Mary Clarence à frente do entusiasmado coro de freiras. Foto: Buena Vista Home Vídeo (divulgação).

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Glamour, sofisticação, boas interpretações, cenários grandiosos, paetês – MUITO paetê – e grandes momentos de humor marcam a superprodução. Na versão brasileira do musical, Karin Hils é a nossa Whoopi. A cantora e atriz fez muito sucesso com o finado grupo Rouge, passou por grandes produções da Broadway em papeis secundários, ganhou destaque na televisão e agora arrebata a plateia em seu primeiro papel protagonista, apresentando um desempenho absurdamente talentoso em cena, impressionando com as notas tão difíceis e dominando o tom exato da comédia. As outras três carismáticas freiras são interpretadas pelas ótimas Andrezza Massei e Daniela Cury (já conhecida do público de teatro musical) e Ana Luiza Ferreira (estreando nos palcos teatrais), enquanto a Madre Superiora é vivida por Adriana Quadros. Completam ainda o elenco grandes nomes da cena musical nacional: Fred Silveira, Rodrigo Miallaret, Daniela Cury, Thiago Machado, Tiago Barbosa, César Mello, Beto Sargentelli, Andréia Vitfer, entre outros.

Mudança de Hábito: Daniela Cury, Ana Luiza Ferreira, Andrezza Massei e Karin Hills são responsáveis por alguns dos momentos mais hilários e impressionantes do espetáculo.
Mudança de Hábito: Daniela Cury, Ana Luiza Ferreira, Andrezza Massei e Karin Hills são responsáveis por alguns dos momentos mais hilários e impressionantes do espetáculo.

A trilha sonora não é a mesma do filme. A produção explica que as músicas do filme já tinham o direito reservado para um outro projeto – Motown – e por isso a obra sofreu algumas alterações. A primeira delas é a época, que no filme a ação acontecia no próprio ano de lançamento e em São Francisco. Para o teatro, a ação foi transportada para a Filadélfia dos anos 70, era de ouro do Soul. É ai que entra a equipe criativa: O novo texto de Cheri e Bill Steinkellner e as novas (e incríveis) músicas de Alan Menken e Glen Slater foram versionados para o português por Bianca Tadini e Luciano Andrey, sob a direção musical da experiente Vania Pajares (que também esta a frente da orquestra), enquanto a direção de Jerry Zacks é mantida sob a supervisão de Fernanda Chamma.

Duas semanas antes da estréia, Karis Hils foi à Nova Iorque encontrar com Whoopi.
Karis Hils foi à Nova Iorque encontrar com Whoopi.

Para a realização do espetáculo no país, foram desembolsados R$ 30 milhões, com patrocínio da Bradesco Seguros e apoio do Ministério da Cultura. A produção é da Time 4 Fun em parceria com Whoopi Goldberg e Stage Entertainment. Aliás, a própria Whoopi deu sua bênção à produção brasileira e a escolha de Karin para o papel principal.

Antes de encerrarmos nossa matéria, vale lembrar outro grande sucesso do cinema que ganhou versão para os palcos: Legalmente Loira! O filme de 2001 ejetou Reese Whiterspoon direto ao estrelato e foi um sucesso de bilheteria. Mais rápido que Mudança de Hábito, o filme demorou 6 anos para ser adaptado para os palcos, em 2007 e permaneceu em cartaz na Broadway por dois anos, protagonizado por Laura Bell Bundy. Logo após o sucesso entrondoso, a produção começou a viajar pelo mundo e hoje soma um público de mais de 9 milhões de pessoas em 12 países. Dizem as boas línguas que a produção brasileira já está encaminhada pela Time For Fun. Será? Vale a pena esperar para ver!

Laura Belle Bundy à frente do elenco de "Legalmente Loira - O Musical".
Laura Bell Bundy à frente do elenco de “Legalmente Loira – O Musical”.

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A Walt Disney também comparece na lista dos filmes adaptados para os palcos. Apesar de suas animações já serem adaptações de contos literários, o que se vê no palco é uma adaptação do conceito criado no filme, uma reprodução exata com soluções teatrais incríveis dos próprios desenhos. No Brasil, já tivemos A Bela e a Fera e O Rei Leão, ambos exibidos no Teatro Renault. As mesmas boas línguas que afirmam a produção de Legalmente Loira entrega o boato de que Mary Poppins também está nesta lista. Enquanto não temos confirmações, vamos nos divertir com Mudança de Hábito. Diversão do início ao fim! O te Falei indica. E muito!

Serviço:
MUDANÇA DE HÁBITOA Divina Comédia Musical da Broadway
Quando: Quintas e Sextas às 21hs | Sábados às 17hs e 21hs | Domingos às 16hs e 20hs – por tempo indeterminado.
Onde: Teatro Renault – Av. Brigadeiro Luis Antônio, 411 – Bela Vista
Vendas: http://www.ticketsforfun.com.br
Maiores Informações: Site Oficial

 Foto de capa do post: Marcos Hermes

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  BABADOOK |  Direção: Jennifer Kent – Com Essie Davis, Noah Wiseman, Daniel Henshall e Tim Purcell   – Assustador de uma maneira completamente diferente. Estranho, sombrio, trama amarrada, este terror australiano só peca pelo ritmo devagar. Mas promete deixar qualquer um sem dormir algumas noite. De arrepiar

estrelas_cine3 BOB ESPONJA: UM HERÓI FORA D´ÁGUA  |  Direção: Paul Tibbitt – Com Antonio Banderas e as vozes de Wendell Bezerra e Victor Meyniel  – O novo filme do Bob Esponja aposta em piadas adultas, momentos nonseses e muita trapalhada. Destaque para a versão “live action” dos personagens. Ficaram mais lindos e o efeito é incrível.

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  • Kigsman – Serviços Secreto
  • Simplesmente Acontece
  • Renascida do Inferno
  • Força Maior
  • 118 Dias
  • Sabotage

O FIM DA TERRA MÉDIA NO CINEMA

Enfim chegou o fim de uma das maiores e melhores sagas da literatura e do cinema. O Hobbit: A Batalha dos Cinco Exércitos é o terceiro e último capítulo da trilogia “Hobbit” e marca o fim da Terra Média no cinema.

Para quem não conhece, a Terra Média é o mundo criado por J.R.R. Tolkien, onde se passa a história de “O Senhor dos Anéis” e “O Hobbit”, ambos trilogias de sucesso dirigidos no cinema por Peter Jackson. Na saga da Terra-Média, somam-se 6 filmes divididos em um total de 18 horas (ou 1080 minutos) de cenas épicas, atuações primorosas e um show de efeitos especiais.

Mapa da Térra Média, mundo criado por J.R.R. Tolkien
Mapa da Térra Média, mundo criado por J.R.R. Tolkien

Tudo começou em 1937, com a publicação do livro O Hobbit. Aqui, a terra média ganha vida junto com uma centena de personagens e muitas páginas. Logo avançamos para 1954, com o lançamento de O Senhor dos Anéis, trilogia que explora mais desse mundo fantástico. Como eram muitas páginas, a editora e o autor preferiram dividir em 3 partes: A Sociedade do Anel, As Duas Torres e O Retorno do Rei. Mesmo com um sucesso absoluta, a adaptação para o cinema veio somente em 2001, fora da ordem cronológica da história. Os três filmes da saga do Anel arrecadaram juntos no mundo todo mais de três bilhões de dólares em bilheterias, levando 17 estatuetas do Oscar. Em 2012, o diretor Peter Jackson, incansável, estreia O Hobbit e, seguindo o padrão da trilogia do Anel, dividiu a história em 3 longas partes, sendo elas: Uma Jornada Inesperada, A Desolação de Smaug e A Batalha dos Cinco Exércitos.

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Em O Hobbit, o jovem e pequeno hobbit Bilbo Bolseiro é recrutado pelo mago Gandalf a ajudar os anões em uma missão para recuperar sua terra de moradia – a Montanha Solitária – tomada pelo dragão Smaug. No meio dessa aventura, Bilbo encontra um anel misterioso, anel este que nos leva à trama de O Senhor dos Anéis, que inicia com Bilbo já velho passando o anel para seu sobrinho Frodo. Logo, Frodo descobre a verdade maligna por trás do misterioso anel e parte em uma jornada rumo à destruição do objeto.

Os cartazes da saga do Anel: A Sociedade do Anel (2001), As Duas Torres (2002) e O Retorno do Rei (2003).
Os cartazes da saga do Anel: A Sociedade do Anel (2001), As Duas Torres (2002) e O Retorno do Rei (2003).

É épico, é genial, é grandioso, é estrelar! Esses são daqueles tipos de filmes que não se pode deixar de ver e tem que ser vistos no cinema. É o novo clássico. Se não assistiu nenhum deles, assista. E corra para ver pelo menos esse último no cinema. Para os fãs, preparem-se para o adeus. O último capítulo é de tirar o fôlego!

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 O HOBBIT – A BATALHA DOS CINCO EXÉRCITOS  |  Direção: Peter Jackson – Com Martin Freeman, Ian McKellen, Richard Armitage, Evangeline Lily, Orlando Bloom, Cate Blanchett e Benedict Cumberbatch  – O novo e último Hobbit é de tirar o fôlego, cheio de ação e um show de efeitos. Mesmo assim, nenhum filme da trilogia Hobbit supera a trilogia O Senhor dos Anéis.

estrelas_cine3 QUERO MATAR MEU CHEFE 2  |  Direção: Sean Anders – Com Jason Bateman, Jason Sudeikis, Charlie Day, Jennifer Aniston, Chris Pine, Kevin Spacey, Jamie Fox e Christoph Waltz  – Engraçado, divertido, porém um pouco previsível. Apesar de toda a risada, o primeiro filme foi melhor e mais surpreendente.

 

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  • O Hobbit: A Batalha dos Cinco Exércitos
  • Ouija – O Jogo dos Espíritos
  • Mommy
  • O mensageiro
  • O Senhor do Labirinto
  • Esse Viver Ninguém me Tira

 

LOCADORAS: UMA SAUDADE

A minha vida inteira foi marcada por assistir filmes e ver alguns deles se tornarem grandes clássicos. Jurassic Park, Titanic, Harry Potter e Senhor dos Anéis são alguns deles, que me remetem imediatamente à bons momentos marcantes. No auge da minha adolescência, o meu programa preferido era ir correndo às locadoras quando lançava um filme novo.

Sexta à noite era o momento em que as pessoas travavam uma batalha épica para locar os principais lançamentos ou para reservar os filmes para o sábado. Regradamente, toda quarta-feira eu alugava algum filme, era o combinado que tinha com meus pais e neste dia, a locadora – assim como o cinema – realizava promoções. Além da quarta, o sábado era o dia sagrado para se alugar filmes, já que era possível ficar mais tempo com os filmes (a locadora não abria aos domingos e as devoluções ficavam para a segunda-feira). Aluga de três a quatro filmes e passava o final de semana inteiro vendo filmes ou com a família ou com os amigos.

Ser o primeiro cliente a alugar aquele filme que tinha acabado de lançar, ter a oportunidade de inaugurar a fita ou o dvd era como ganhar um prêmio! Sensação maravilhosa a de abrir o estojo do filme e sentir aquele cheirinho de novo, assistir sem nenhuma trepidação de imagem e som pelo uso constante da fita…ah, que saudade!

Um outro grande prazer era colecionar filmes preferidos. Lembro exatamente do dia em que ganhei a fita dupla do filme Titanic, edição limitada, que vinha em uma caixa cheia de bônus, imagens e brindes do filme. Guardo a caixa até hoje! Ainda tive o dvd do mesmo filme e recentemente ganhei o Blu-ray!

"Titanic" em três gerações de mídias: VHS, DVD e Blu-ray
“Titanic” em três gerações de mídias: VHS, DVD e Blu-ray

Infelizmente, passamos para a era digital e tudo isso foi embora. Esse novo tempo teve início com o avanço dos canais a cabo, que exibiam os filmes pouco tempo depois de terem sido lançados nas locadoras. Depois vieram os serviços Pay-Per-View, no qual era possível comprar o filme pelo controle remoto na mesma época em que era lançado nas locadoras, apesar do preço abusivo. Ainda nesta época veio a popularização dos DVDs, que baixaram radicalmente os preços, compensando muito mais comprá-los do que alugá-los. Mais tarde chegaram as televisões em HD impressionando com suas imagens super nítidas e com elas, o Blu-Ray, mídia em alta definição que apesar do alto custo não intimidava os cinéfilos a preferirem por esta mídia.

Hoje em dia, o foco é na internet. YouTube, Elite dos Blu-rays e Pirate Bay são alguns dos sites onde é possível baixar e/ou assistir filmes online de uma maneira não tão fácil a primeira vista, mas muito eficiente quando se pega a prática. Exatamente aqui que foi declarado o fim oficial das videolocadoras. Logo, os empresários Reed Hastings e Marc Randolph desenvolveram o Netflix, site/aplicativo de aluguel de filmes em streaming, marcando um novo rumo ao mercado de home vídeo.

Ainda com toda essa facilidade de acesso e praticidade, morro de saudade daquele som ao abrir a caixa do vhs, o cheirinho da fita e, por incrível que pareça, de rebobinar a fita para devolver na locadora sem pagar taxa extra! Frequentava tanto na locadora, que peguei uma amizade muito grande com o dono de uma delas, com os filhos dele, amigos que levei para minha vida inteira. Fora os amigos que fiz lá, outros clientes que viviam na locadora e viraram grandes amigos até hoje, inclusive que me acompanham em minhas sessões pipoca no cinema e em casa.

Dica de hoje: Corra até a última locadora do seu bairro (se ainda existir – aqui na Zona Leste, a última é a Renata Vídeo, com uma ampla variedade de filmes e muitos DVDs e Blu-rays à venda por um preço baratíssimo) antes que ela também feche, alugue um desses filmes mais antigos, reúna os amigos e brinde a fase gostosa que viveu!

Renata Vídeo: a unica sobrevivente na Zona Leste, localizada na Av. Conselheiro Carrão.
Renata Vídeo: a unica sobrevivente na Zona Leste, localizada na Av. Conselheiro Carrão.

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estrelas_cine3 TIM MAIA  |  Direção: Mauro Lima – Com Babu Santana, Robson Nunes, Alinne Moraes, Cauã Reymond, George Sauma, Laila Zaid  – Não propriamente uma indicação, até porque eu mesmo não gostei. Público dividido. Filme longo, a narrativa se perde na proposta (ou a falta de). Senti falta de mais músicas do Tim. Ponto alto no elenco, todos incríveis.

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  • Interestelar
  • A Mansão Mágica
  • Made In China
  • November Man – Um Espião Nunca Morre
  • Apneia
  • Uma Viagem Extraordinária
  • Mão na Luva
  • Mil Vezes Boa Noite

ESPECIAL FILMES DE TERROR – PARTE 2: OS ATORES POR TRÁS DOS MONSTROS

Na semana passada iniciei uma série de posts especiais sobre os filmes de terror, já que estamos em outubro – mês do Halloween e época costumeira para assistir filmes de terror. E hoje, é dia de falar daqueles que tiraram o seu sono e o da muita gente, mas que provavelmente você não os reconheceria na rua se os vissem.

Por conta do alto empenho físico exigido pelo papel e por não precisar mostrar o rosto, as produções geralmente contratam dublês para viver esses personagens. Veja aqui os atores e dublês que interpretaram os icônicos monstros do cinema!


FREDDY KRUEGER

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Freddy Krueger é o clássico assassino da série de filmes “A Hora do Pesadelo”. Muita gente já ficou noites sem dormir por conta do monstrengo, especialmente porque ele aterroriza as vitimas enquanto elas dormem, durante o sonho. A série de filmes criada por Wes Craven rapidamente virou um sucesso, com 7 filmes, um remake e um capítulo conjunto com Jason. O personagem Freddy foi imortalizado pelo ator Robert Englund em todos os filmes da série, tendo passado o bastão para Jackie Earle Haley apenas no remake de 2010.

Robert Englund à esquerda e Jackie Earle Haley, do remake, à direita.
Robert Englund à esquerda e Jackie Earle Haley, do remake, à direita.

JASON VOORHEES

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Jason é o motivo de todas as mortes dos filmes “Sexta-Feira 13″, direta e indiretamente. Na história, Pamela Voorhees mata os monitores do Acampamento Crystal Lake pelo descuido com seu filho demente Jason, mas não consegue escapar da vingança de uma das monitoras. Jason presencia a cena e anos depois, começa a perseguir todos os que ousarem cruzar com seu caminho. O temível e imortal vilão de “Sexta-Feira 13” esteve presente em tantos filmes, que ficaria difícil manter o mesmo ator para dar vida ao personagem em todos eles. Por isso, ao longo dos 13 filmes da série, DEZ atores caracterizaram-se de Jason e assustaram muita gente.

Em cima: Ari Lehman foi o jovem Jason no primeiro filme; Warrington Gillete foi o deformado Jason no segundo filme; Steve Dash viveu o encapuzado Jason ainda no segundo filme; Richard Brooker foi o pioneiro com a máscara de Hóquei no terceiro filme; Ted White foi escalado para o quarto filme; Dick Wieand  Em baixo:
Em cima: Ari Lehman foi o jovem Jason no primeiro filme; Warrington Gillete foi o deformado Jason no segundo filme; Steve Dash viveu o encapuzado Jason ainda no segundo filme; Richard Brooker foi o pioneiro com a máscara de Hóquei no terceiro filme; Ted White foi escalado para o quarto filme.
Em baixo: Dick Wieand não chegou a viver Jason porque ele não aparece no filme, mas seu personagem segue os passos de Jason, querendo se tornar o próprio; C.J. Graham foi escalado para o sexto filme; Kane Hodder foi o ator que mais interpretou Jason, vivendo o vilão no sétimo, oitavo, nono e décimo filme (o do espaço – Jason X); no especial Freddy Vs. Jason, Ken Kirzinger assumiu o papel; e por fim, Derek Mears viveu Jason no remake de 2009.

MICHAEL MYERS

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Meu vilão favorito, Michael Myers é o psicopata mais “humanizado” de todos esses clássicos.  Myers é o assassino da série “Halloween”, que soma ao todo 10 filmes, sendo 8 da série original e mais 2 remakes. O terceiro filme não tem ligação com a história dos outros e nem o personagem Michael Myers. Ao todo, SETE atores encararam o desafio de passar horas nos sets com a famosa máscara branca.

Acima: Tony Moran (Halloween), Dick Warlock (Halloween II), George P. Wilbur (Halloween 4 e Halloween 6), Don Shanks (Halloween 5) Abaixo: Chris Durand (Halloween H20), Brad Loree (Halloween Ressurreição) e Tyler Mane (Halloween I e II - remakes).
Acima: Tony Moran (Halloween), Dick Warlock (Halloween II), George P. Wilbur (Halloween 4 e Halloween 6), Don Shanks (Halloween 5)
Abaixo: Chris Durand (Halloween H20), Brad Loree (Halloween Ressurreição) e Tyler Mane (Halloween I e II – remakes).

CHUCKY e TIFFANY

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Em “Brinquedo Assassino”, o maníaco Charles Lee Ray troca tiros com a polícia dentro de uma loja de brinquedos, mas quando é atingido, pratica rituais de de magia negra para transferir sua alma para o corpo de um boneco. É aí que o garoto Andy ganha o boneco de presente e a matança começa. Com essa associação aos brinquedos, Chucky rapidamente tornou-se um dos piores pesadelos das crianças e fez tanto sucesso que até ganhou uma noiva, Tiffany. Brad Dourif vive Chucky na versão humana e depois passa a dublar a voz do boneco em todos os filmes da série, assim como Jennifer Tilly assume o papel de Tiffany.

Brad Dourif e Jennifer Tilly respectivamente.
Brad Dourif e Jennifer Tilly respectivamente.

MR. GHOSTFACE

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Quem não se diverte assistindo os filmes “Pânico”? Seja para rir ou para se assustar, a diversão é garantida! O assassino (ou OS assassinos) trajados com a máscara fantasmagórica recebem o nome de Mr. Ghostface. Nos três primeiros filmes, os atores que encaravam as cenas trajado com a fantasia não eram creditados, enquanto no quarto filme o diretor fez questão de mostrar o ator/dublê responsável pela performance de um dos melhores serial killers de todos: Dane Farwell. Porém, a voz do personagem (no filme apresentada como um aparelho modificador de voz) fica a cargo de Roger L. Jackson.

Roger L. Jackson, a voz macabra ao telefone (à esquerda) e Dane Farwell, o corpo por baixo da fantasia (à direita).
Roger L. Jackson, a voz macabra ao telefone (à esquerda) e Dane Farwell, o corpo por baixo da fantasia (à direita).

SAMARA MORGAN

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Samara assustou muita gente em “O Chamado”. A monstrenga que saía do poço na fita macabra foi interpretada por Daveigh Chase que chocou o público ao mostrar o rosto com tanta beleza por trás da maquiagem artística. Porém, como a personagem em “O Chamado 2” necessitava de cenas mais físicas, Kelly Stables foi contratada para substituir Daveigh Chase, que ainda era muito pequena.

Daveigh Chase e Kelly Stables, respectivamente.
Daveigh Chase e Kelly Stables, respectivamente. Impossível associar as duas à personagem, não?

PALHAÇO PENNYWISE

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Em “It – Uma Obra Prima do Medo” – baseado no conto de Stephen King – o Palhaço Pennywise aterrorizou as crianças de uma cidade que juraram dar um fim nele caso reaparecesse. Eis que 30 anos depois, o palhaço assassino retorna para encerrar sua maldição. Tim Curry foi o responsável pela brilhante performance como o famoso e clássico palhaço assassino.


REGAN McNEIL

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A mais conhecida de todas as monstrengas não poderia ficar de fora. Linda Blair foi a atriz responsável pelas cenas mais icônicas e perturbadoras de todos os filmes de terror. “O Exorcista” conta a história da garota possuída pelo demônio. O filme foi proibido em diversos países e até hoje é considerado um dos filmes mais assustadores da história.

Linda Blair na época das gravações do filme com 14 anos e atualmente, com 55 anos.
Linda Blair na época das gravações do filme com 14 anos e atualmente, com 55 anos.

BEN WILLIS

Personagem e ator lado a lado: Ben Willis é vivido por Muse Watson.

Em “Eu Sei o que Vocês Fizeram no Verão Passado” e continuações, um grupo de adolescentes é perseguido por um pescador que procura vingança após ter sido atropelado pelos mesmos no verão passado (e retrasado – como a continuação sugere). Usando um gancho como arma, Ben Willis foi interpretado por Muse Watson.


A CRIATURA em OLHOS FAMINTOS

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Em “Olhos Famintos” e continuações, Jonathan Breck vive o monstro que aterroriza os irmãos e os adolescentes no ônibus durante a excursão. A criatura não identificada em nome e espécie fez da série um grande sucesso na categoria de filmes B, causando pesadelos em várias pessoas que assistem os filmes.


LEATHERFACE

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Por último e não menos importante, um dos clássicos: Leatherface. Na tradução literal, o Face de Couro aterrorizou todas as pessoas que ousaram cruzar seu caminho e de sua sádica família na série de filmes “O Massacre da Serra Elétrica”. O problema deste, é que existiu de verdade. A história original do primeiro filme, é baseada em fatos reais!

Em cima: Gunnar Hanssen no primeiro filme, Bill Johnson no segundo e o lutador R. A. Mihailoff no terceiro. Embaixo: Robert Jacks no quarto filme, Andrew Bryniarski nos remakes de 2003 e 2006, e por fim, Dan Yeager no último filme lançado, "Massacre 3D" em 2013.
Em cima: Gunnar Hanssen no primeiro filme, Bill Johnson no segundo e o lutador R. A. Mihailoff no terceiro.
Embaixo: Robert Jacks no quarto filme, Andrew Bryniarski nos remakes de 2003 e 2006, e por fim, Dan Yeager no último filme lançado, “Massacre 3D” em 2013.

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estrelas_cine5  GAROTA EXEMPLAR  |  Direção: David Fincher – Com Denzel Washington, Chloe Grace Moritz, Melissa Leo, Haley Bennet, Bill Pullman e Marton Csokas – Investigação, suspense, mistérios, dúvidas…todos os elementos para um bom filme intrigante! É daquele tipo de filme que te faz ficar desesperado para saber a conclusão.

ANNABELLE  |  Direção: John R. Leonetti – Com Annabelle Wallis, Ward Horton, Tony Amendola, Alfre Woodard e Kerry O´Malley – O filme solo da boneca maldita de “Invocação do Mal” tem ótimos momentos de tensão, garante bons sustos, mas demora para engrenar. Mesmo assim, um prato cheio para fãs do gênero.

O CANDIDATO HONESTO  |  Direção: Roberto Santucci – Com Leandro Hassum, Luiza Valdetaro, Victor Leal, Julia Rabelo e Flávio Galvão – Ótima pedida nacional para descontrair. Infelizmente, quem acompanha muito a carreira de Leandro Hassum, se cansa das caretas exageradas logo nos primeiros 30 minutos do filme.

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  • Annabelle
  • Trash – A Esperança vem do Lixo
  • O Físico
  • Um Amor de Vizinha
  • O Homem Mais Procurado
  • A Lenda de Oz
  • O Inventor de Jogos
  • O Duelo
  • Attila Marcel

10 Problemas que Enfrentamos no Cinema e Como Fugir Deles

Quando saímos de nossas casas, independente do lugar que escolhemos para ir sabemos que vamos cruzar com pessoas de todos os tipos. Claro que torcemos para que o bom senso prevaleça na vida das pessoas e não incomode ninguém seja qual for a situação, afinal se você saiu de casa, você não será o único naquele determinado lugar devendo assim respeitar todo e qualquer cidadão presente no local. Como frequentador assíduo de cinemas e teatros, me deparo com todos os tipos de público todos os dias, assim como os muitos problemas que cada ser pode causar nessas situações.

O cinema Prince Charles em Londres inovou ao convocar pessoas para atuarem como “ninjas” e advertir as pessoas que incomodam de forma divertida e silenciosa.

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Por ordem de incômodo, listei alguns dos mais básicos e corriqueiros e a forma respeitosa (e óbvia) como cada um deveria lidar para manter o clima respeitável no ambiente. Vamos lá:

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10º – PÉSSIMA LIMPEZA DAS SALAS

Não tem nada pior do que você entrar no cinema e ficar ouvindo o “crec-crec” das pessoas pisando nas pipocas caídas no chão da sessão anterior ou encontrar copos vazios nos apoios de braço de sua poltrona. Isso ultimamente tem sido muito comum na maioria das salas de cinema convencionais (em salas Prime, Imax e VIP é mais difícil de acontecer, já que essas salas oferecem serviço e conforto de primeira). Os cinemas prezam pela quantidade de sessão, espremendo os filmes em horários apertados sem aquele tempinho de intervalo entre uma sessão e outra para limpeza. Como reagir? Reclame! Claro que não vão parar a sessão para limpar a sala, mas com certeza alguém pode te ajudar pelo menos higienizando sua área. O mesmo já aconteceu comigo. Faça também uma reclamação direta no SAC. Se o problema persistir, comece a frequentar outro cinema. Incluo nesta categoria, os óculos 3D, que na maioria das vezes estão sujos, engordurados e/ou riscados. Exija a troca deles!

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9º – HORÁRIOS RUINS DAS SESSÕES

E aquele momento que você se programa para ir um determinado horário no cinema e quando chega lá, percebe que não tem mais horário para seu filme, ou o filme acabou de começar e o próximo horário é bem mais tarde? Aqui a solução é simples e óbvia: informe-se das sessões antes de ir ao cinema. Jornais e internet SEMPRE passam essas informações.

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8º – FÃS HISTÉRICOS NAS ESTRÉIAS

Filmes de super-heróis, Harry Potter, Crepúsculo, Jogos Vorazes, entre outros, tem sempre uma legião de fãs que fazem questão de participarem das primeiras sessões de exibição do filme nos cinemas. E com todo o alarde, esses filmes costumam lotar as salas por um longo tempo. Porém, às vezes acontece de você pegar aquela sessão cheia de fãs, no qual eles vibram, gritam, aplaudem e etc. Como solucionar? Infelizmente isso não dá para controlar, uma vez que você vai à estreia e já sabe que esse tipo de coisa acontece. É a mesma coisa que ir assistir a filme de comédia e pedir para a pessoa do lado não rir. Opte por um dia e horário alternativo na semana, como segunda ou terça.

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7º – NAMOROS EXCESSIVOS DURANTE O FILME

Correndo o risco de ser crucificado pela minha posição neste quesito, sou um defensor da questão contra os amassos ininterruptos no cinema. Concordo que o cinema é um lugar ideal para um programa à dois, mas essa esfregação (às vezes coisas piores que isto) e barulhos de língua são alguns daqueles pontos em que as pessoas que querem prestar atenção no filme surtam. Porém, não é um problema no qual você pode exigir uma reparação. Infelizmente aqui é o incomodado que deve se mudar. Se o cinema estiver vazio, mude para um outro lugar ou evite aquelas sessões mais tardes, onde os casais costumam frequentar.

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6º – AR CONDICIONADO MUITO FORTE OU MUITO FRACO

Sabemos que cinemas e teatros são geralmente verdadeiros Pólos Glaciais. Este problema é mais difícil de encontrarmos em teatro, já que o ar condicionado com temperatura muito baixa influencia na voz dos atores. Se você pedir para um funcionário, ele diminui ou aumenta a temperatura da sala. Caso não resolva, faça uma reclamação direta no SAC, mas por via das dúvidas leve uma blusa.

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5º – PROBLEMAS TÉCNICOS DURANTE A EXIBIÇÃO

Assim como qualquer máquina, o projetor e outros equipamentos do cinema podem apresentar problemas durante a projeção do filme. Em alguns cinemas mais antigos é comum que isso aconteça, mas obviamente não deveria. Como reagir a essa questão: Reclamar na gerência? Iniciar uma onda de vaias? Arremessar pipocas na tela? NÃO! Assim como com os que reclamam, dirija-se a um funcionário do cinema e informe sobre o ocorrido. As redes de cinemas tem diferentes modos de solucionar essa questão. Uns dão vale-ingresso para retornar em outra sessão mesmo que você tenha terminado de ver o filme com problema (tudo para renovar a experiência do cliente neste cinema) e outros efetuam devolução do dinheiro. É só saber exigir o seu direito.

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4º – FILMES DUBLADOS/LEGENDADOS

Como lidar quando você, um espectador que preza pelo som original dos filmes e prefere sempre a versão legendada, chega em um cinema que só exibe a versão dublada daquele filme que você quer assistir? Não tenho nada contra dublagens, muito pelo contrário, acredito que as dublagens hoje em dia são excelentes, mas eu particularmente só assisto na versão dublada os filmes de animação. Eis aqui a mesma solução do tópico 8: informe-se antes via internet ou jornais sobre a versão que será exibida. Alguns cinemas exibem o filme na versão dublada na parte da tarde e a legendada à noite. Porém, alguns estão adotando os dublados em todos os horários.

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3º – FILAS ENORMES PARA COMPRAR O INGRESSO

Em alguns determinados dias, os estabelecimentos ficam superlotados e as filas da bilheteria ficam gigantes, tirando toda sua vontade de assistir o filme (a da maioria das pessoas, porque eu nunca perco a vontade). O que fazer? Furar fila? Chamar a gerência? Gritar a indignação? NÃO! Hoje em dia, 99% dos cinemas vendem ingressos pela internet com taxa de conveniência barata e facilidade de acesso. Com a opção de escolha do assento, você pode ficar despreocupado em chegar super cedo para pegar um lugar bom. É a melhor alternativa para tornar seu passeio mais divertido e tranquilo. No caso dos teatros, as taxas de conveniência são um pouco mais caras, mas você pode dirigir-se à bilheteria do teatro dias antes (ou em alguns casos semanas) da apresentação e adquirir seu ingresso sem custo adicional.

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2º – PÉS APOIADOS NA SUA POLTRONA

Este é mais um daqueles casos em que torcemos para que o bom senso domine a mente da pessoa. Alguns cinemas e teatros tem as fileiras muito apertadas e com isso, o espectador atrás de você fica esbarrando os pés na sua poltrona. Até aí é compreensível (mesmo que irritante), porque o espaço é realmente pequeno. Mas quando o cidadão decide ficar mais confortável e apoiar os pés na sua poltrona, aí é motivo de revolta. A cadeira fica chacoalhando a cada vez que ele coloca ou tira os pés, ou quando a pessoa além de apoiar, inicia um tique nervoso com a perna que faz você se sentir naquelas atrações de parque de diversões que sacodem. E aí? Respire três vezes e tente pedir com educação para que o indivíduo não cometa mais esses costumes (pelo menos ali naquela hora). Se não adiantar, solicite um funcionário e deixe que ela tome uma atitude.

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1º – PESSOAS QUE CONVERSAM DURANTE O FILME/PEÇA

Reinando absoluto no primeiro lugar, temos os faladeiros, comentaristas e telefonistas! Sempre tem aquela pessoa sem noção de lugar/comportamento/coletividade que atende o telefone, fica conversando durante o filme, seja com os amigos, seja com a família ou com namorado(a). Estatisticamente provada, essa questão afeta 93% das sessões semanais de um cinema. O que fazer? Jogar pipoca neles? Gritar? Ir até os infratores tirar satisfação? NÃO! Assim como na 2ª posição, tomando qualquer uma dessas atitudes, você atrapalha ainda mais a diversão do outro que está quieto. Apesar de muitas vezes termos vontade de fazer isso, o correto é ir até algum atendente do cinema e comunica-lo da questão. Esses famosos “lanterninhas” se encarregaram de alertar o indivíduo do problema e adverti-lo de que ele está sendo inconveniente. Porém, o tradicional “shiiiiiiu!” (sem tom agressivo) resolve na maioria dos casos. Se estiver no teatro, esqueça o “shiiiiiiu!”, ele pode atrapalhar e desconcentrar os atores.

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Se não podemos contar sempre com o bom senso das pessoas, podemos nós termos bom senso de fazermos nossa parte. Então abstraia essas características da sua vida para tornar a experiência legal para todo mundo.

E você, concorda com a lista? Acrescentaria alguma questão? Alteraria a ordem de incômodo? Teve alguma outra experiência ruim? Me conte, afinal eu TE FALEI que gosto de dialogar, né?