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A Cidade pela Luz dos Nossos Olhos

foto de capa por: Alê Andrade

Ciclovia, por Maria Júlia Brito

Além de fotógrafo, eu desenvolvi ao longo da minha vida, um amor verdadeiro pela minha… ou melhor dizendo, nossa cidade, a cidade de São Paulo. Aqui, me criei e me formei, acima de tudo, como cidadão.

Voltando pra São Paulo pelo Aeroporto de Congonhas, por Cintia Esteves

Por isso, quero compartilhar com vocês esta nova iniciativa da Prefeitura: “Pela Luz dos Olhos Teus”, é um projeto que, embora simples, tem um objetivo importante de apropriação de nossos espaços públicos pelos próprios cidadãos. seguindo uma idéia parecida ao #IbiraAmoeCuido, que contei pra vocês num outro post.

O projeto consiste em um álbum na página da Prefeitura de São Paulo no Facebook, que é atualizado com fotos enviadas, isso mesmo, por nós, por todos nós!

Uma galeria de imagens da cidade que a gente ama feita por paulistanas e paulistanos de todos os lugares do mundo, de…

Posted by Prefeitura de São Paulo on Terça, 15 de setembro de 2015

Edifício Altino Arantes [o Banespão], por Haroldo Ledandeck

Como descreve a própria prefeitura: Pela Luz dos Olhos teus é: “Uma galeria de imagens da cidade que a gente ama feita por paulistanas e paulistanos de todos os lugares do mundo, de todos os lugares de São Paulo.

Recebemos centenas de fotos e fizemos algumas escolhas, mas pode continuar mandando imagens para gente no sp.redessociais@gmail.com”

Eu já disse uma vez e repito: Existe amor em São Paulo sim! basta procurar!!! Moramos numa Megalópole em pleno desenvolvimento, e o aspecto mais importante desse desenvolvimento é a Cidadania!

É imprescindível cobrar e criticar tudo o que acontece de errado, tanto quanto não desmerecer, reconhecer e elogiar os méritos dos bons posicionamentos e das boas atitudes. E elas existem, basta colocar o ódio, o partidarismo e os preconceitos em suspensão e olhar em volta com um olhar crítico e justo!

Cidadania nada mais é do que nossa participação política no dia a dia, além do dia da votação. Pratique!

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Arte pra Quem? – 3ª Bienal Internacional de Grafite Fine Art

“Um Labirinto místico
onde os grafites gritam”, e vão gritar mais alto!

Até que existe um pouco sim, Criolo! 😉

Clique na imagem para a Págnina oficial da 3ª Bienal Internacional de Grafite Fine Art

A Cidade de São Paulo oferece mais uma enorme ‘bola dentro’ pra todos nós, habitantes ou visitantes. Desde sábado passado, 18/04, está aberta a terceira edição da Bienal Internacional do Grafite Fine Art no Pavilhão das Culturas Brasileiras no Parque do Ibirapuera, a Bienal É GRATUITA e funciona até 19/05. Vocês já conheceram minha paixão por esta cultura em outras ocasiões, e sabem por que eu falo dela aqui:

“DE DENTRO PARA FORA” – O CHOQUE CULTURAL
ARTE PRA QUEM? – MAIS CHOQUE, MAIS CULTURA

A organização da exposição e os 60 artistas nacionais e internacionais envolvidos apresentam suas técnicas e seus novos conceitos como fine art, mas sem nunca deixar de apontar para fora.

Fotografia: Henrique Madeira

Os responsáveis pela expo tem um objetivo muito claro de utilizar a oportunidade como forma de divulgar e trazer maior visibilidade para os outros milhares de artistas que estão diariamente produzindo suas obras nos muros e nas ruas da cidade, os próprios artistas que hoje expõem nas galerias ao redor do mundo, começaram e ainda produzem nas ruas. Apesar de toda a repressão.

O Grafite vem ganhando cada vez mais espaço na cidade. Artistas que batalharam, e ainda o fazem, pela livre expressão de suas idéias e sentimentos, que batalharam para conquistar e compartilhar suas vozes além de oferecer esse espaço para dar voz às esferas mais oprimidas e periféricas da sociedade, hoje recebem (em parte) a notoriedade e o reconhecimento que sempre mereceram.

O Grafite emerge como um fenômeno tipicamente urbano que emana daqueles que são carentes não apenas das estruturas básicas de sobrevivência, mas carentes de arte, de cultura, de liberdade de expressão e da apropriação da própria identidade.

“A gente não quer só comida, a gente quer comida diversão e Arte”

É inerente ao grafite um constante movimento dialético, quanto mais inserido nas galerias e nos espaços fechados, mais se fortalece o grafite em sua essência, externa e democrática.

Bora ae?

Ela x Ele = Sorte no amor, azar no jogo?

Por Ela:

Sorte no amor, azar no jogo? – Tá aí, um velho clichê que todo mundo conhece! E não é que serve direitinho pro Casal?! Quarta-feira passada, meu time perdeu na Libertadores, mas nosso relacionamento só tem ganhado pontos.

Sou São-Paulina e Ele, bom, Ele é Corintiano. A verdade é que nunca gostei do Corinthians e nem tive muita simpatia por caras Corintianos, mas fazer o quê, a gente não manda no coração…

Desde pequena sempre fui apaixonada por futebol, o estranho é que Ele nem curte tanto assim… Mais um ponto que prova que somos opostos!

Mas, continuando, minha mãe diz que eu sempre fui louca por bola – trocava fácil uma boneca por uma bola! Diz também que uma das minhas primeiras palavras foi “GOL”. Quando ela me colocava para dormir, e eu ouvia meu avô assistindo o jogo na sala e, tão logo, o grito do Galvão de “GOOOLLLL”, eu já pulava da cama gritando “GOOOLLLL, GOOOLLLL, GOOOLLLL…”.

Ao mesmo tempo em que eu era meiga, menininha, também era maria-moleque. Jogava bola na rua e na Educação Física da escola com os amigos do meu irmão, enquanto a maioria das meninas preferia fofocar. Na casa da minha avó, vivia quebrando vasos de plantas e o vidro da porta. Sem contar que a bola sempre ia parar na casa do vizinho e meu irmão pulava os muros para buscar… Bons tempos.

Meu primeiro namoro, na verdade, começou a ganhar forças no Society. Algo que nós dois curtíamos e uma boa desculpa pra ficarmos juntos, sem contar que é um jogo que acaba rolando algum contato com o adversário. Bom, foi aí que tudo começou.

Minha história com Ele, do Casal, já não teve nada a ver com futebol. Ele nunca se mostrou muito fanático, no começo nem sabia pra qual time Ele torcia (fui enganada), mesmo porque Ele dizia que preferia futebol americano (mas não perdeu a chance de fazer piadinhas no Facebook semana passada). Acho que a coisa do time ficou mais intensa quando fomos viajar pra chácara com a família dele e eu levei um travesseiro do São Paulo. Eu nem imaginei que a família dele ligasse pra isso, mas quando Ele me disse que eram todos Corintianos e que iam “pesar na minha” por causa disso, a coisa ficou séria! Mas foi tranquilo, só algumas piadinhas e tal, mas o que a gente não engole por amor, não é?!

Putz, Ele podia torcer pra qualquer time, mas tinha que ser justo pro Corinthians? Nunca tive nada contra o Palmeiras ou o Santos, por exemplo, mas nunca fui fã do Corinthians. Meu pai e meu irmão são Palmeirenses, mas nunca foram torcedores tão assíduos. Houve uma fase em que o meu irmão era bem mais, eu o vi chorar quando o Palmeiras foi rebaixado, mas depois ele passou a não ligar mais tanto. Pelo Santos eu tive uma simpatia especial também, por causa de um professor de história incrível, que eu adorava, que era Santista fanático, sem contar que foi na época de Diego e Robinho, não tinha quem não aplaudisse.  De onde saiu essa minha paixão pelo São Paulo? Acho que por conta desse meu avô, pai do meu pai, de tanto ouvir os gritos de GOL do Galvão! Assistia muitos jogos com meu avô, com direito a me jogar de joelhos no chão da sala e tudo mais! Hoje em dia, infelizmente já não sobra mais tanto tempo assim pro futebol…

Tá aí outra coisa que prova o quanto eu amo Ele! Antigamente, não perdia um jogo. Deixava de sair pra ver meu time jogar com toda certeza. Hoje em dia, já troco o jogo pra ficar com Ele. Minha paixão por Ele dura muito mais do que os 90 minutos da partida. Ele conquistou meu coração e o faz bater mais rápido do que em decisão por pênaltis. Tá certo que de vez em quando ele comete algumas faltas, fica impedido na frente da zaga, mas não é que o filho da mãe tem raça e sempre reverte o placar? No final, sempre tem aquela jogada de arrepiar…

 Ele nunca vai me fazer mudar de time, mas pra quê? Nos divertimos tanto sendo opostos! Afinal, o futebol só tem graça quando temos outro time pra jogar e torcer contra. No mata a mata quem ganha é nosso relacionamento.

Por Ele:

Um relacionamento menos ortodoxo começa quando é Ela que propõe a pauta sobre futebol, não sou maluco, mas tive que aceitar porque você sabe, né? Freguês tem sempre razão.

Só pelo primeiro parágrafo já deu para perceber, eu sou Corinthians, e isso está no meu ser, tanto quanto no meu coração, fígado ou pulmão. Posso não ser fanático, mas são inevitáveis as brincadeiras. Ela, uma São Paulina daquelas que acompanha jogo  desde a época que o Kaká era magrelo, eu nasci em um família de apaixonados pelo Corinthians. É lógico que em dia de clássico, como na semana passada, a gente tira muito com a cara um do outro, afinal somos brasileiros e futebol faz parte do que somos.

Brincadeiras à parte, afinal não quero zuar muito para não cometer falta , tomar um vermelho e ter que pagar punição, o futebol sempre teve mais importância para Ela do que para mim. É inevitável reparar o quanto Ela deixa de lado tudo isso pra gente ficar de boa.

Torcer pra times diferentes não é treta, desde que se respeite o casal. Também tem que zuar muito mesmo o São Paulo, é saudável e nos diverte depois dos jogos, não importa o resultado. Mas, pensando bem, é no empate que os dois ganham rs.

Feliz Natal e o Rolê Clichê Paulistano

E quem disse que clichê tem que ser ruim?

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jatefalei_rolêclhichê-140Quando viajamos visitamos museus, exposições, feiras de rua, conhecemos artesanato, arte, cultura e tradições regionais. Se gostamos tanto de visitar outras culturas, por que não nos empenhamos mais em conhecer nossa própria? Nossas tradições, nosso artesanato, nossa arte? Nossos artistas de rua, nossa cidade e nossa história?

jatefalei_rolêclhichê-163Domingo (21/12) fui conhecer uma das maiores tradições da cidade de São Paulo, um dos rolês mais clichês da nosssa cultura urbana: Vai pra Paulista! Carnaval? Vai pra Paulista! Páscoa? Vai pra Paulista! Ano novo? Paulista! Futebol? Paulista! Entre tantas outras… Mas o Natal possui um lugar especial nessa tradição, a luz, a decoração, o clima e o calor do povo trazem uma atmosfera ainda mais mágica ao coração de nossa cidade.

jatefalei_rolêclhichê-149Quero aproveitar a mágica que permeia essa data para agradecer a todos vocês! Minha família que me acompanha e me apoia desde que surgiu a idéia do Blog, e que entende quando mergulho aqui nas postagens por horas sem conseguir dividir minha atenção e ainda participam ativamente. jatefalei_rolêclhichê-150Agradeço aos meus amigos que também me apoiam, os que me acompanharam na pauta de hoje e tornaram a experiência muito mais divertida e aos que divulgam e acompanham o Blog.

Obrigado a cada colunista que com nossos esforços individuais na criação de cada post, de cada arte, cada divulgação e sempre trabalhando para nosso crescimento  coletivo. Obrigado a cada um que fotografei esse ano, acredito que existe algo de incrível em cada um de vocês que precisa ser eternizado,

jatefalei_rolêclhichê-26Obrigado A Dupla da Paulista, Gustavo Pereyra, que só deixa fotografar depois da conversa, Pekeno e Pedro no BMX e às Estátuas vivas com quem não pude conversar. Obrigado ou Povo e à Cidade de São Paulo por serem FODA! (desculpem, não tem outra palavra). E em especial, obrigado a você que lê, acompanha e interage! Muito, MUITO obrigado!

E como já disse aqui, eu me expresso por imagens então nada melhor que deixar o meu Feliz Natal com uma galeria cheia das melhores imagens que pude registrar no meu rolê clichê!