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Previdência Privada: Portabilidade interna e externa

Portabilidade

A Previdência Privada tem mais uma vantagem, a Portabilidade.

A Portabilidade nada mais é que você transferir os recursos de um fundo da Previdência para outro fundo sem ter que pagar Imposto de Renda. O recurso é trocado de fundo sem nenhum custo ou incidência de IR.

Existe a Portabilidade interna e a externa.

A portabilidade interna acontece quando é realizada a transferência dos recursos de um fundo de Previdência para outro fundo do mesmo Banco/Instituição. Por exemplo, tenho um fundo de previdência de Renda fixa e quero trocar para um fundo de previdência com Ações, nesse é feito a portabilidade interna.

A portabilidade externa é quando é realizada a troca de um fundo de previdência de um Banco para um fundo de previdência de outro Banco. Por exemplo, você possui uma Previdência no Banco Bradesco é quer trocar para um fundo de previdência do Banco Itaú, essa troca é chamada de portabilidade externa.

A portabilidade é uma ótima vantagem, em um fundo ou CDB/Compromissada tradicional se você está insatisfeito com o produto e quer trocar para outro produto é necessário fazer o resgate do valor, pagar IR e aplicar no outro produto iniciando na maior alíquota de IR. Já na Previdência você pode fazer a portabilidade interna ou externa e movimentar seus recursos sem fazer resgate, mantendo a data da aplicação inicial.

Como estamos falando de um investimento de longo prazo, é comum ao longo dos anos que se acumule uma quantia que lhe permita acessar produtos mais rentáveis na Previdência, e você pode ter acesso fazendo a portabilidade.

É necessário saber qual é carência do seu fundo de Previdência para portabilidade, essa informação é especifica de cada produto, é preciso consultar antes.

Se você já possui um plano de Previdência, verifique periodicamente se o valor que possui aplicado já lhe dá acesso a algum fundo com o mesmo grau de risco e com uma taxa de administração menor que o seu produto atual. Geralmente os Bancos não avisam seus clientes dessa possibilidade.

Espero ter ajudado.

Até a próxima quinta.

 

 

 

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Investimento Conservador: Fundo DI

fundo DIVoltando a falar dos investimentos conservadores, outra boa opção de investimento é o fundo DI – Depósito Interbancário.

O fundo DI aplica pelo menos 95% em papéis pós fixados de renda fixa, ou seja, o administrador vai comprar papéis conservadores, por exemplo, CDB de um banco de primeira linha e títulos públicos. 

A maioria dos fundos DI possuem a rentabilidade e liquidez diária, então assim como os CDBs você aplica hoje e já pode resgatar amanhã. Essas informações você pode confirmar na lâmina do fundo que você está escolhendo.

É preciso se atentar a taxa de administração, quanto menor melhor o seu rendimento. Os bancos possuem fundos DI com tickets de aplicação inicial diferentes, a taxa de administração vai diminuindo conforme aumenta o valor de aplicação mínima exigida no fundo. Lembram-se do volume global? Se o seu banco tem essa ferramenta, aproveite os benefícios na escolha do fundo DI.

Os impostos do fundo DI são:

Imposto de Renda: Incide sobre o rendimento, seguindo a mesma tabela dos produtos que já falamos CDB e Compromissada.

IOF: Incide sobre o rendimento se acontecer algum resgate antes de 30 dias da data da aplicação inicial.

O benchmark do fundo DI é o CDI.

Você pode comparar a rentabilidade do fundo com a taxa de juros e descobrir quanto a rentabilidade equivale em percentual do CDI.

Um exemplo, um fundo DI xx rendeu nos últimos 12 meses 8,66 e o CDI(taxa de juros) nos últimos 12 meses foi de 9,10, logo o fundo Di xx rendeu o equivalente a 95,16% da taxa de juros (CDI). Mesmo se tratando de uma rentabilidade passada, esse cálculo é uma boa ferramenta de comparação de rentabilidade quando está fazendo a escolha de um produto de investimento.

Até a próxima quinta!