Ela x Ele = Sorte no amor, azar no jogo?

Por Ela:

Sorte no amor, azar no jogo? – Tá aí, um velho clichê que todo mundo conhece! E não é que serve direitinho pro Casal?! Quarta-feira passada, meu time perdeu na Libertadores, mas nosso relacionamento só tem ganhado pontos.

Sou São-Paulina e Ele, bom, Ele é Corintiano. A verdade é que nunca gostei do Corinthians e nem tive muita simpatia por caras Corintianos, mas fazer o quê, a gente não manda no coração…

Desde pequena sempre fui apaixonada por futebol, o estranho é que Ele nem curte tanto assim… Mais um ponto que prova que somos opostos!

Mas, continuando, minha mãe diz que eu sempre fui louca por bola – trocava fácil uma boneca por uma bola! Diz também que uma das minhas primeiras palavras foi “GOL”. Quando ela me colocava para dormir, e eu ouvia meu avô assistindo o jogo na sala e, tão logo, o grito do Galvão de “GOOOLLLL”, eu já pulava da cama gritando “GOOOLLLL, GOOOLLLL, GOOOLLLL…”.

Ao mesmo tempo em que eu era meiga, menininha, também era maria-moleque. Jogava bola na rua e na Educação Física da escola com os amigos do meu irmão, enquanto a maioria das meninas preferia fofocar. Na casa da minha avó, vivia quebrando vasos de plantas e o vidro da porta. Sem contar que a bola sempre ia parar na casa do vizinho e meu irmão pulava os muros para buscar… Bons tempos.

Meu primeiro namoro, na verdade, começou a ganhar forças no Society. Algo que nós dois curtíamos e uma boa desculpa pra ficarmos juntos, sem contar que é um jogo que acaba rolando algum contato com o adversário. Bom, foi aí que tudo começou.

Minha história com Ele, do Casal, já não teve nada a ver com futebol. Ele nunca se mostrou muito fanático, no começo nem sabia pra qual time Ele torcia (fui enganada), mesmo porque Ele dizia que preferia futebol americano (mas não perdeu a chance de fazer piadinhas no Facebook semana passada). Acho que a coisa do time ficou mais intensa quando fomos viajar pra chácara com a família dele e eu levei um travesseiro do São Paulo. Eu nem imaginei que a família dele ligasse pra isso, mas quando Ele me disse que eram todos Corintianos e que iam “pesar na minha” por causa disso, a coisa ficou séria! Mas foi tranquilo, só algumas piadinhas e tal, mas o que a gente não engole por amor, não é?!

Putz, Ele podia torcer pra qualquer time, mas tinha que ser justo pro Corinthians? Nunca tive nada contra o Palmeiras ou o Santos, por exemplo, mas nunca fui fã do Corinthians. Meu pai e meu irmão são Palmeirenses, mas nunca foram torcedores tão assíduos. Houve uma fase em que o meu irmão era bem mais, eu o vi chorar quando o Palmeiras foi rebaixado, mas depois ele passou a não ligar mais tanto. Pelo Santos eu tive uma simpatia especial também, por causa de um professor de história incrível, que eu adorava, que era Santista fanático, sem contar que foi na época de Diego e Robinho, não tinha quem não aplaudisse.  De onde saiu essa minha paixão pelo São Paulo? Acho que por conta desse meu avô, pai do meu pai, de tanto ouvir os gritos de GOL do Galvão! Assistia muitos jogos com meu avô, com direito a me jogar de joelhos no chão da sala e tudo mais! Hoje em dia, infelizmente já não sobra mais tanto tempo assim pro futebol…

Tá aí outra coisa que prova o quanto eu amo Ele! Antigamente, não perdia um jogo. Deixava de sair pra ver meu time jogar com toda certeza. Hoje em dia, já troco o jogo pra ficar com Ele. Minha paixão por Ele dura muito mais do que os 90 minutos da partida. Ele conquistou meu coração e o faz bater mais rápido do que em decisão por pênaltis. Tá certo que de vez em quando ele comete algumas faltas, fica impedido na frente da zaga, mas não é que o filho da mãe tem raça e sempre reverte o placar? No final, sempre tem aquela jogada de arrepiar…

 Ele nunca vai me fazer mudar de time, mas pra quê? Nos divertimos tanto sendo opostos! Afinal, o futebol só tem graça quando temos outro time pra jogar e torcer contra. No mata a mata quem ganha é nosso relacionamento.

Por Ele:

Um relacionamento menos ortodoxo começa quando é Ela que propõe a pauta sobre futebol, não sou maluco, mas tive que aceitar porque você sabe, né? Freguês tem sempre razão.

Só pelo primeiro parágrafo já deu para perceber, eu sou Corinthians, e isso está no meu ser, tanto quanto no meu coração, fígado ou pulmão. Posso não ser fanático, mas são inevitáveis as brincadeiras. Ela, uma São Paulina daquelas que acompanha jogo  desde a época que o Kaká era magrelo, eu nasci em um família de apaixonados pelo Corinthians. É lógico que em dia de clássico, como na semana passada, a gente tira muito com a cara um do outro, afinal somos brasileiros e futebol faz parte do que somos.

Brincadeiras à parte, afinal não quero zuar muito para não cometer falta , tomar um vermelho e ter que pagar punição, o futebol sempre teve mais importância para Ela do que para mim. É inevitável reparar o quanto Ela deixa de lado tudo isso pra gente ficar de boa.

Torcer pra times diferentes não é treta, desde que se respeite o casal. Também tem que zuar muito mesmo o São Paulo, é saudável e nos diverte depois dos jogos, não importa o resultado. Mas, pensando bem, é no empate que os dois ganham rs.

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