Relacionamento Afetivo no Trabalho

relacionamento_trabalho_jatefaleiNós, brasileiros, passamos a maior parte do nosso dia no ambiente de trabalho. São em média 8 horas diárias, onde o contato entre homens e mulheres é constante e inevitável.

Muitos interesses amorosos podem surgir no ambiente de trabalho, mas devemos tomar muito cuidado com as demonstrações públicas de afeto no trabalho.

Há empresas que não permitem a contratação de parentes, cônjuges e/ou companheiros, e segundo a política de muitas outras empresas, o relacionamento afetivo no ambiente de trabalho pode implicar em advertência e até mesmo demissão por justa causa, se não for moderado.

Na Cidade de Araucária/PR uma funcionária da empresa Consórcio Conpar, que exercia a função de pintora industrial, foi demitida por justa causa, após brigar com o namorado, que era seu colega de trabalho.

A demissão ocorreu porque durante uma briga, no ambiente de trabalho, a mulher arremessou contra o namorado uma máquina industrial, conhecido como bristle blaster, usado para remoção de revestimento de pintura, que pesa em média 1,2 kg.

A empresa Consórcio Conpar entendeu que a conduta praticada pela moça foi muito grave, também porque o objeto atingiu as mãos e face do empregado, e assim, demitiu a funcionária por justa causa, conduta prevista no artigo o artigo 482, alínea “b”, da CLT.

Em sua reclamação trabalhista, a funcionária afirmou que houve um pequeno desentendimento com o ex-namorado, mas que atirou o objeto apenas para se defender, porque o rapaz teria partido na sua direção.

No julgamento realizado em 1ª instância, na Comarca de Araucária, o juiz declarou a nulidade da dispensa por justa causa, condenando a empresa ao pagamento das verbas trabalhistas decorrentes da rescisão imotivada. Em sua sentença, o juiz declarou que, não havia certeza se o ato foi em legítima defesa ou gratuito, nem como concluir que apenas a empregada agiu de forma imprópria dentro do ambiente de trabalho.

A empresa Conpar tentou reverter o caso no TRT (Tribunal Regional do Trabalho), que concluiu que a punição aplicada pela empresa foi muito extremada em face das circunstâncias em que o fato ocorreu, mantendo assim, a sentença.

A empresa Conpar recorreu ainda ao TST (Tribunal Superior do Trabalho) reiterando a alegação de falta grave e a rescisão por justa causa. Para o relator do processo, na 6ª turma, ministro Aloysio Corrêa da Veiga, não houve quebra de confiança que fundamentasse a dispensa por justa causa.

Segundo o ministro, embora a própria funcionária tenha admitido que arremessou o objeto contra o ex-namorado, não ficaram evidentes as circunstâncias em que ocorreu a discussão entre os empregados.

Veja a íntegra da decisão.

Atenção pessoal, vamos tomar cuidado!

Se você possuir um relacionamento afetivo em seu trabalho, tente manter a discrição sobre o relacionamento, e procure evitar conversas em excesso, assim evita também possíveis discussões.

Ainda mais se um parceiro é chefe do outro, ai sim, o cuidado deve ser redobrado. Neste caso,  o casal deve evitar os abusos das regalias, por exemplo, só porque o parceiro é chefe, o outro começa a chegar atrasado ao trabalho, etc.. E também deve ser praticada a imparcialidade, a fim de que o chefe aja naturalmente com todos da equipe, sem privilegiar o parceiro em relação ao restante da equipe.

Fica a dica! Até a próxima sexta!

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