Um Conto de Natal

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Como ainda estamos em clima de Natal, vamos deixar os assuntos do “Mundo Jurídico” um pouco de lado, e tentar enxergar algumas situações sobre uma outra perspectiva.

Hoje vou apresentar-lhes umas das histórias de Natal mais contada no mundo: Um Conto de Natal, de Charles Dickens.

Já te falei quem é Charles Dickens?

Dickens foi um famoso romancista inglês, que viveu em plena Revolução Industrial inglesa, suas produções foram dedicadas a retratar as crueldades sociais da época, e por conta disto, o Conto de Natal foi encarado como uma análise do munda cada vez mais industrializado, que estava se esquecendo do espírito natalino.

Aos 11 anos de idade, a família de Dickens foi presa civilmente por dívidas, mas Dickens ficou em “liberdade”, trabalhando para saldar a dívida. Já aos 15 anos, foi auxiliar em uma firma de advocacia (isso mesmo, estagiário). E com 21 anos, publicou sua primeira história, também para saldar as dívidas, mas iniciando uma carreira promissora.

Publicado em 19 de dezembro de 1843, em sua versão original em inglês, “A Christmas Carol” (Um Conto de Natal), transformou-se imediatamente em um grande sucesso:

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A obra traz a história de um homem empreendedor avarento, Ebenezer Scrooge que abominava o período natalino, e foi retratado como uma pessoa solitária, fria, sem um mínimo de compaixão pelo sentimento dos outros, e preocupado apenas com seus negócios.

Ele era dono de um escritório em Londres “Scrooge & Marley”, e tinha um único funcionário, Bob Cratchit, o seu pobre empregado, porém feliz, que ganhava um salário miserável para sustentar sua mulher e seus quatro filhos, sendo um deles, o pequeno Tim, o seu carinho especial, pois tinha deficiência nas pernas.

Numa véspera de Natal Scrooge se depara com o espirito do seu ex-sócio, Jacob Marley, morto havia sete anos naquele mesmo dia. O espírito de Marley conta para Scrooge que, por causa da sua avareza quando era vivo, seu espírito vagava pelo mundo, e não pôde descansar em paz, mas que Scrooge ainda teria uma chance de se salvar. Assim, nas três noites seguintes, o Scrooge receberia a visita de três fantasmas: o do Natal do Passado, o do Natal do Presente e o do Natal do Futuro.

O primeiro espírito surge, como um velho da altura de uma criança com cabelos brancos escorrendo sobre o ombro, com uma luz que emanava da sua cabeça. Este era o Espírito dos Natais Passados, que levou Scrooge de volta no tempo e mostrou a sua adolescência e o início da sua vida adulta, quando Scrooge ainda amava o Natal.

O segundo espírito, o do Natal do Presente, é um gigante risonho com uma tocha na mão. Mostra a Scrooge as celebrações do presente, incluindo a humilde comemoração natalina dos Cratchit, em que, apesar de pobre, a família do seu empregado era muito feliz e unida. A tocha na mão do espírito conferia um sabor especial à ceia daqueles que fossem “contemplados” com a sua luz.

O terceiro espírito era o dos Natais Futuros, que apresenta-se como uma figura alta, envolta num traje negro que oculta seu rosto, deixando apenas uma mão aparente. O espírito não diz nada, mas aponta, e mostra a Scrooge a sua morte solitária, sem amigos.

Após a visita dos três espíritos, Scrooge amanhece como outro homem. Passa a amar o espírito de Natal e a ser generoso com os que precisavam, inclusive ajudando seu empregado Bob Cratchit.

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Este clássico já foi adaptado para as telonas do cinema. Leia mais na coluna de cinema e teatro, do colega Luciano Fernandes.

As visitas recebidas por Scrooge do seu Natal Passado, Presente e Futuro, colocaram-no direto com os impactos de sua ganância e abriram sua alma para um novo paradigma.

Há quem diga que o sentido religioso do natal foi se perdendo, e que houve épocas em que a festa de Natal não estava religiosa como antigamente, sendo desviado o seu objetivo culto, para apenas alimentar um consumismo exagerado.

Eu entendo que trata-se de tempo de esperança e fé, e que o espírito natalino nunca deve ser perdido, pois muito tem a ver com cooperação, compromisso e doação (tanto material quanto moral). Afinal, tudo isto se torna imprescindível para o estabelecimento do ideal de uma sociedade livre, justa e solidária.

E você, o que acha do Natal?

Espero que todos tenham tido um ótimo Natal! 

Boas Festas e até a próxima sexta!

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