Histórias? Conta só mais uma vai!

Sou um ser bem sociável, é isso mesmo, sem esse papo de amor, café e silêncio, o que eu curto mesmo são histórias e idosos porque eles têm um monte. Desde criança sempre amei ouvir contos sobre como cavaleiros salvavam seu povo, suas damas, de como defendiam a honra e a coisas certas. Cresci, e meu gosto por histórias só aumentou, vieram os livros (Harry Potter, muito obrigado) que alimentavam minha imaginação, eram comida para a alma. Tornei-me um adulto e é normalmente nesse momento em que as aventuras param de interessar, a vida adulta é difícil para caramba e reconheço que não temos muito tempo para a vida dos outros, afinal a minha própria já está foda o bastante.

Mas eu não, esse processo não veio para mim, ainda sou um amante dos contos de fadas, dos livros e outras formas de transmissão. Com apenas uma diferença, hoje o que eu mais gosto é de ouvir a sua história, de ser o confessionário, aquele que ouve apenas pelo prazer de ouvir, um apaixonado pelas experiências alheias, pelas grandes histórias do mundo particular. Talvez por isso tenha vontade de ser jornalista, um homem que ouve história todo o tempo.

Há alguns dias, enquanto fazia um trabalho para a faculdade, conheci uma pessoa como eu, uma ex-diretora de colégio, amante da leitura e do cinema (contadores de histórias) que perdeu parte da visão e não podia mais ler e nem ver alguns dos filmes que gostava. Viver sem as narrativas que ama não deve ser fácil para ninguém e para ela não seria mesmo.

Podia ser terrível, talvez até seja. Mas havia alguém ali, uma fonte, uma espécie de musa para aqueles que amam ouvir histórias, uma Leitora. A garota, uma adolescente com idade para ainda ser rebelde e agressiva, tomou uma atitude maravilhosa. A “garota” (como vou chamá-la) passou a ler livros e legendas de filmes para a “mulher”.

Tornou-se responsável por sustentar a necessidade de aventura dela. A cada momento eu só pensava em como ela era importante e em como o que fazia era inspirador. Para nós, ouvintes, “Fontes” ou “contadores” valem seu peso em ouro e ganham nossa atenção e respeito.

Pode parecer uma atitude pequena, mas, para esse blogueiro que vos escreve, foi uma das atitudes mais bonitas que ele já viu. A garota foi como a lanterna que ilumina o livro durante a madrugada de insônia, trazendo sempre um pouco mais de vida para as outras vidas. Obrigado, enquanto houver FONTES como você, haverá gente como eu para agradecer por suas atitudes e principalmente, ouvir suas histórias.

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