PRINCÍPIOS CONTRATUAIS: Obrigatoriedade dos Contratos

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Continuando o assunto Princípios Contratuais, vamos apresentar hoje, outro princípio básico individual dos Contratos:

II – Princípio da obrigatoriedade dos Contratos (pacta sunt servanda ou da intangibilidade);

Este princípio oferta basicamente a ideia de que uma vez externadas as vontades em contratar, o Contrato torna-se obrigatório entre as partes, com força de Lei, devendo suas regras serem cumpridas pelas partes. Também é conhecido como “pacta sunt servanda”, que significa “os contratos devem ser cumpridos”.

Segundo Orlando Gomes: “O princípio da força obrigatória dos contratos consubstancia-se na regra de que o contrato é lei entre as partes. Tendo sido celebrado com observância de todos os pressupostos e requisitos, deve ser executado pelas partes como se suas cláusulas fossem preceitos imperativos”. (GOMES, Orlando. Contratos, 7ª ed. Forense, Rio de Janeiro, 1979, p. 40).

Sílvio Rodrigues afirma: “O princípio da força vinculante das convenções consagra a ideia de que o contrato, uma vez obedecidos os requisitos legais, torna-se obrigatório entre as partes, que dele não se podem desligar senão por outra avença, em tal sentido. Isto é, o contrato vai construir uma espécie de lei privada entre as partes, adquirindo força vinculante igual à do preceito legislativo …” (RODRIGUES, Sílvio. Direito Civil, Dos Contratos e Das Declarações Unilaterais da Vontade, 29ª ed. Saraiva, São Paulo, 2003, p.17).

Assim como o princípio da autonomia da vontade, este princípio da obrigatoriedade dos contratos foi consagrado no século XIX, e naquela época, os modelos clássicos de contratos existentes, tinham concepções de ampla liberdade de contratar e total submissão aos seus termos, sendo que, alguns doutrinadores chegaram a afirmar que os contratos transformavam-se em Lei entre as partes.

Já que as partes tem ampla liberdade em contratar, os doutrinadores afirmavam que o consentimento da vontade das partes era o fundamento da obrigatoriedade dos contratos.

E são numerosas as tentativas de explicar esta obrigatoriedade dos contratos. Alguns doutrinadores acreditam que, se o homem é livre para manifestar sua vontade, e para aceitar somente as obrigações que sua vontade cria, evidente que, deve obrigar-se a cumprir aquilo que contratou. E em tese este vínculo se impõe aos contratantes de tal forma, que o contrato só poderia ser desfeito com a concordância de todos os interessados.

Podemos compreender, então, que a obrigatoriedade dos contratos se justifica na ideia de que, as partes manifestaram livremente sua vontade em contratar, e assim, devem cumprir o que foi prometido, como se o contrato fosse Lei entre elas, pois se os contratantes pudessem não cumprir com a palavra empenhada, isto geraria um caos, e até mesmo uma insegurança nos negócios.

Este princípio também tem como fundamento a intangibilidade do contrato, que significa dizer a impossibilidade de revisão, pelo juiz, do conteúdo dos contratos. As cláusulas contratuais não podem ser alteradas judicialmente, seja qual for a razão invocada por uma das partes.

Esta intangibilidade, contudo, deveria prevalecer somente se o conteúdo do contrato fosse estipulado adequadamente, ou seja, de acordo com o permitido em Lei, pois só assim, as cláusulas teriam força obrigatória entre as partes.

Contudo, ante as profundas modificações ocorridas na economia do século XX, percebeu-se que as relações contratuais individuais passaram a apresentar algumas desigualdades, e o postulado da força obrigatória dos contratos, foi colocado em risco.

A doutrina se deparou com a possibilidade de ocorrerem fatos imprevisíveis que modificassem a situação em que um contrato havia sido firmado originalmente, gerando, por exemplo, um prejuízo excessivo para uma das partes, e uma vantagem exagerada para a outra parte.

Desta forma, passou a questionar-se o fundamento da obrigatoriedade e intangibilidade do contrato. Se, por um lado, o contrato deveria ser mantido porque teria decorrido da livre disposição da vontade das partes, por outro lado, era inegável a injustiça advinda desta obrigatoriedade e intangibilidade. E assim, passou-se a aventar a possibilidade de revisão dos contratos.

E com a verificação de tais circunstancias ressuscitou-se uma antiga fórmula medieval: a doutrina da cláusula rebus sic stantibus (deixar as coisas como estão). A cláusula rebus sic stantibus trazia o conceito de que o cumprimento do contrato seria exigido apenas se, no momento da sua execução, as circunstâncias do ambiente se conservassem idênticas às que vigoravam no momento da celebração do contrato.

Esta teoria também foi conhecida como Teoria da Imprevisão: “Princípio segundo o qual deve ser rescindida a relação contratual existente quando sobrevém acontecimento imprevisto, imprevisível e inevitável que modifica sensivelmente a situação de fato apresentada ao tempo da sua formação, ameaçando assim de prejuízo o patrimônio do sujeito passivo da obrigação, caso subsistam os direitos e interesses do credor”.

Os modernos procuraram adaptar essa tese aos tempos atuais, e sendo assim, o novo Código Civil, admitiu a resolução do contrato por onerosidade excessiva, nos artigos 478 à 480. Neste preceito não é mais necessário que a prestação de um contrato se torne impossível para o contrato ser resolvido, basta apenas que se torne excessivamente onerosa para que o contrato possa ser revisto judicialmente, ou até mesmo que possa ser pedida sua rescisão.

Orlando Gomes afirma que “os contratos podem ser revistos se a alteração das circunstâncias for de tal ordem que a excessiva onerosidade da prestação não possa ser prevista. As modificações normais do estado de fato existente ao tempo da formação do contrato devem ser previstas, pois constituem uma das razões que movem o indivíduo a contratar, garantindo-se contra as variações que trariam insegurança às suas relações jurídicas”. (GOMES, Orlando. Contratos, 7ª ed. Forense, Rio de Janeiro, 1979, p. 43).

Conclui-se, então, que apesar do contrato constituir-se em um acordo para satisfazer as vontades das partes, tornando-se obrigatório entre as partes, é certo que as alterações futuras do meio social desconstituem este escopo. Assim, diante da perspectiva da sociabilidade, houve a necessidade de adaptação do direito contratual, fazendo com que a força obrigatória dos contratos fosse mitigada para proteger o bem comum e a função social do contrato.

Nas próximas semanas tem mais.

Até sexta!

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ESPECIAL FILMES DE TERROR: PARTE 5 – O FINAL

Salve galera! Semana passada me ausentei dos trabalhos aqui no blog devido a um procedimento cirúrgico para acabar com o Cálculo Renal, o que convenhamos, foi o meu próprio filme de terror. Estou melhor, recuperado e terminando o tratamento com antibióticos! Finalizo meu filme de terror agradecendo a todos pelos votos de melhora e pelas energias positivas enviadas! Valeu!

Bom, hoje é 31 de Outubro, Halloween. O dia mais esperado do mês para os amantes do gênero. O Halloween é muito tradicional nos Estados Unidos, como dito no post da coluna Lifestyle – para ler o post clique aqui. Como nós brasileiros infelizmente não temos este hábito, o que podemos fazer é juntar os amigos, comprar pipoca aos montes, chocolates, refrigerantes e fazer uma boa sessão terror! E, por isso, encerro nosso especial listando algumas boas opções de filmes do gênero para esta data.

10 FILMES DE CASAS MAL-ASSOMBRADAS

Geralmente são filmes de terror paranormal que envolvem casas sinistras ou casas normais que escondem um segredo aterrorizante. Definitivamente são os meus favoritos, simplesmente porque se passam em casas (na maioria delas comum), me deixando com pesadelos e imaginando coisas na minha própria casa. Se você compartilha este medo comigo, tem que assistir:

1Invocação do Mal
2 – Atividade Paranormal
3 – Horror em Amityville
4 – A Entidade
5 – Sobrenatural
6 – A Mulher de Preto
7 – Poltergeist
8 – Os Outros
9 – A Casa Amaldiçoada
10 – A Casa da Colina
Vale lembrar: Rose Red – A Casa Adormecida e O Orfanato

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10 FILMES SLASHER

São aqueles filmes que envolvem um psicopata mascarado, faminto por assassinar com ou sem propósito e que geralmente você precisa desvendar um mistério sobre sua verdadeira identidade (não é necessariamente uma regra), que será revelada somente no fim do filme. Ah, e tem bastante sangue! Se é este tipo de filme que procura, procure:

1Halloween
2 – Pânico
3 – Sexta-Feira 13
4 – O Massacre da Serra Elétrica
5 – A Hora do Pesadelo
6 – Eu Sei o que Vocês Fizeram no Verão Passado
7 – Lenda Urbana
8 – Premonição
9 – O Dia dos Namorados Macabro
10 – Brinquedo Assassino

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10 FILMES DE EXORCISMO

Possessão demoníaca, comportamento estranho, padres como personagens principais, contorções, vômitos e muito terror são características de filmes que envolvem exorcismos. Se este é o seu tipo favorito, não pode perder:

1O Exorcista
2 – O Exorcismo de Emily Rose
3 – REC
4 – Invocação do Mal
5 – Stigmata
6 – O Último Exorcismo
7 – O Ritual
8 – A Filha do Mal
9 – Possessão
10 – Livrai-nos do Mal

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10 FILMES DE TERROR PSICOLÓGICO

São aqueles filmes que fazem você tremer de medo sem saber exatamente do quê. O filme apenas sugere a situação, fantasma, monstro, assassino e assusta exatamente aí. Se você prestar atenção, geralmente nada acontece no filme e as imagens fazem com que o seu psicológico desenvolva o medo todo. Podem ser também aqueles filmes que contém algo muito assustador a ponto de marcar na mente do espectador, como algum monstro ou situações que causam desconforto no público. São eles os melhores:

1Os Estranhos
2 – A Bruxa de Blair
3 – O Iluminado
4 – A casa Silenciosa
5 – Quando um Estranho Chama
6 – Jogos Mortais
7 – A Laranja Mecânica
8 – Temos Vagas
9 – It – Uma Obra Prima do Medo
10 – Contatos de 4º Grau

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10 FILMES THRILLER

Não, não é clipe do Michael Jackson…apesar do clipe ser um clássico. Este subgênero é para categorizar aqueles filmes que não te dão medo e nem tem como propósito assustar o espectador. São filmes que nos deixam colados na cadeira tentando desvendar algum mistério ou que a trama é muito bem amarrada. Se prefere algo mais light em sustos e mais emocionante, assista:

1Psicose
2 – Silêncio dos Inocentes
3 – O Amigo Oculto
4 – O Colecionador de Ossos
5 – Uma Noite de Crime
6 – Seven – Os Sete Crimes Capitais
7 – Psicopata Americano
8 – A Órfã
9 – Na Companhia do Medo
10 – Doce Vingança

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E aí, já decidiu o seu tipo de filme de terror favorito? Espero que tenham curtido o nosso especial e, melhor ainda, assista aos filmes indicados e divirta-se no melhor estilo Halloween com os amigos! Até a semana que vem galera!
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As indicações desta semana são o meu top 10 para o Halloween, filmes de terror que realmente me assustam, mexem com meu psicológico e me deixam algumas noites sem dormir. Para assistir os trailer, clique sobre o título. São eles:

1Invocação do Mal
2A Entidade
3Sobrenatural
4Atividade Paranormal
5Fenômenos Paranormais
6A Mulher de Preto
7Os Estranhos
8Os Outros
9Horror em Amityville
10REC

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  • Tim Maia
  • O Melhor de Mim
  • Boyhood – Da Infância à Juventude
  • O Apocalipse
  • Alexandre e o Dia Horrível, Terrível, Espantoso e Horroroso
  • Relatos Selvagens
  • Drácula – A História Nunca Contada

Pré e Pós

percentual

Como vamos falar muito durante os posts sobre os juros pré e pós-fixados é legal saberem a diferença.

Quando resolvemos fazer um investimento em um produto pré-fixado você saberá qual será a sua rentabilidade pois a taxa é estabelecida na contratação. Exemplo, o banco XX oferece 8% ao ano para você deixar R$ 5.000,00 investidos em um determinado produto por um determinado tempo, nesse caso você já sabe que se trata de um investimento pré-fixado. Os investimentos pré-fixados se beneficiam com a queda da taxa de juros.

Já o investimento em um produto pós-fixado, você saberá no momento da contratação o percentual da taxa de juros que você terá como rentabilidade e em qual taxa esse investimento estará indexado. Exemplo, o banco XX oferece 100% do CDI(taxa indexada) como rentabilidade se você aplicar R$ 5.000,00 em um determinado produto, nesse caso você já sabe que se trata de um investimento pós-fixado. Os investimentos pós-fixados se beneficiam com a alta da taxa de juros.

Esperamos que os investimentos conservadores tenham rendimento próximo à taxa de juros (SELIC/CDI), é claro que isso depende do valor que será aplicado, custos das operações, percentuais, prazos, enfim, mas é isso que se espera de um investimento conservador.

No caso dos investimentos pós-fixados, quanto maior a taxa de juros indexada ao produto que estou aplicando melhor será o meu rendimento, já que recebo um percentual dessa taxa então quero que essa taxa seja bem alta e que o meu percentual também.

Já no caso dos investimentos pré-fixados, quanto menor a taxa de juros melhor a minha rentabilidade, já que foi estabelecido na contratação o meu rendimento, eu não quero que a taxa de juros fique maior da que foi estabelecida, nesse caso eu teria um melhor rendimento se tivesse optado por um investimento pós-fixado.

Existem produtos de investimento que só trabalham com a taxa pós-fixada, outros apenas com a pré-fixada e outras que trabalham com as duas em um mesmo produto.

Espero que tenham entendido a diferença.

Para maiores informações, tem uma matéria bem bacana no site da Infomoney.

Até a próxima quinta!

 

Food Truck

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Esta é a nova sensação da cidade, os veículos de Food truck se reproduzem mais que coelho.

Os veículos incrementados, de cores fortes e cheios de boa comida, chamam a atenção por onde passam e por onde estacionam. O Food Truck além de uma boa opção de alimentação rápida é uma boa opção de investimento para quem está interessado em abrir um novo negócio, mas não se engane,  o trabalho é árduo e muitas vezes maior que em um restaurante.  Em um restaurante comum o espaço é maior e muitas pessoas trabalham para preparar, vender e limpar, no Food Truck é diferente, o espaço mínimo, faz com que apenas 2 ou 3 pessoas sejam responsáveis por todas as tarefas diárias.

Matérias sobre Food Truck existem aos montes em todas as revistas do Brasil, algumas sobre como criar uma franquia, outras com dicas de como participar e muitas informações sobre o assunto, claro que a grande preocupação está sendo muito pouco comentado, é seguro comer a comida de um food truck?

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As experiências que tive com Food trucks foram boas, em algumas ocasiões com diversas opções como em feiras e eventos. Gostei de ter a oportunidade de comer pratos diferentes e sobremesas em um mesmo lugar.

O Verão está chegando e o calor pode ser um grande vilão para os Food Trucks, que devem transportar e armazenar sua comida pelo dia todo, sim, alguns são refrigerados como devem ser, outros…

Outra preocupação é sobre as normas de higiene e fiscalização. Em nenhum evento que fui vi alguma fiscalização efetiva por parte da prefeitura ou da vigilância sanitária, que deve ser feita e reforçada no verão.

foodtruck

Os locais de trabalho para os Food Trucks são definidos em pontos fixos da cidade, entretanto,  se vê food trucks na cidade toda, pelas ruas e estacionados onde convier, mais uma vez sem fiscalização.

A pergunta que fica é se a Prefeitura tem poder de fiscalização e se o que agora é o queridinho dos paulistanos poderá se tornar o vilão da saúde pública no futuro.

Cuidados ao comer em restaurantes, é o mesmo que devemos ter nos Food Trucks, e em caso de dúvida, escolha outra opção.

Abraço a todos,

Eddie Gomes

 

Entrelinhas…

o casal

Entrelinhas… Por Ela

Mulheres adoram dar a entender, empregar expressões de duplo sentido e figuras de linguagem. Homens simplesmente não entendem.

Não é por mal, na verdade, é bem ao contrário. Muitas vezes, usamos as entrelinhas para não dizer algo que possa magoar, ofender ou causar uma DR e, muitas vezes, é exatamente isso o que acontece pela falta da comunicação clara.

As entrelinhas servem para deixar subentendidas coisas que é melhor não dizer ou não deixar que o outro perceba. Por exemplo, quando uma mulher diz que “até gostaria de ir à festa, mas está um pouco cansada”, significa que:

  1. Ela gostaria de ir à festa se não estivesse cansada.
  2. Mesmo cansada, ela fará um esforço para agradá-lo.
  3. Ela não quer ir à festa e preferiu dizer com essas palavras para não magoar ou não deixá-lo bravo.
  4. Ela não quer ir à festa e precisou de uma desculpa polida para a sociedade.
  5. Todas as anteriores.

Talvez minha resposta seja a alternativa “e”: todas as anteriores. Sim, sou muito indecisa e nunca quero magoá-lo e muito menos provocar discussões. Às vezes, faço as coisas para agradar sim e, às vezes, dizer algo não muito bom com palavras mais suaves e menos desagradáveis é bom para o relacionamento. Por outro lado, já não me importo muito com o lado social, com o que os outros vão pensar, opto por fazer o que eu quero e não o que deveria fazer.

Mas, voltando ao assunto, muitas vezes, Ele fica bravo quando uso essas “entrelinhas” ou duplo sentido. Mas além dessa função amenizadora, serve também para quando eu não consigo decidir (que é quase sempre).

As entrelinhas escondem palavras, pensamentos, sentimentos, lágrimas, sorrisos, abraços, suspiros, amores. De vez em quando, as entrelinhas escondem minhas lágrimas, mas na maioria das vezes, minhas lágrimas revelam as entrelinhas. Como vocês já sabem, sou chorona – choro de tristeza, felicidade, ansiedade, nervoso e até de amor. Choro sempre e, quando choro, Ele já sabe que tem alguma coisa nas entrelinhas. Talvez essas entrelinhas não sejam só palavras que não devem ser ditas, mas sentimentos que não podem ser expressados com palavras.

Para ser sincera, não sou muito de palavras. Odeio falar, mas adoro escrever. Acho que nos textos deixo menos entrelinhas…

As entrelinhas são infinitas. Depois de um tempo juntos, Ele já é capaz de perceber no meu olhar e na minha voz tudo aquilo que eu pensava que estivesse nas entrelinhas (ou que antes realmente estava)… Ele já decifra meus sentimentos. E isso é incrível.

As entrelinhas no relacionamento podem ajudar a torná-lo mais leve, harmonioso, mas, depois de algum tempo juntos, acho que as entrelinhas deixam de existir, ou tornam-se mais explícitas. Por mais que eu faça uso constante das entrelinhas, acredito que as mulheres devam superá-las para tornar o relacionamento mais aberto, direto e facilitar a comunicação e a vida dos pobres homens. No começo do relacionamento, vale fazer um manual de entrelinhas para que o casal possa se entender, com muitos desenhos para que os homens possam compreender o que elas querem dizer (brincadeira, mas pode funcionar!). Com o convívio, as entrelinhas deixam de ser obstáculos.

O amor está nas entrelinhas e muito além delas…

Entrelinhas… Por Ele

Esse é o terror de muitos homens, não por sermos insensíveis, seria muito anos 90 dizer que os “garotos não entendem”,  mas porque é sempre um risco interpretar o que o outro não disse. É como tentar, em um filme legendado, colocar palavras para o silêncio, é deixar para o outro a responsabilidade de entender o que disse sem dizer.

Eu falo muito, muito mesmo, por mim e por ELA e não sou de deixar subentendido. Nunca vai ouvir da minha boca um “faz o que você quiser” se não for para fazer o que quiser.  Só que esse sou eu e a maturidade te obriga a aprender a ler nos espaços vazios, tudo pode  ter um significado e só a experiência pode te oferecê-los e, mesmo assim, como os humanos são seres diferentes, o risco de errar é sempre grande.

Saber ler nas entrelinhas do outro é fundamental para a saúde do relacionamento, nem tudo pode ser dito, nem tudo pode ser jogado na parede, às vezes, o silêncio fala mais do que tudo, a vida acontece nas entrelinhas e muitos de nós, homens, precisamos entender que essa é uma forma de expressão e cabe a nós também sermos íntimos o bastante para entender o que ela quer e quando ela quer.

“Ler nas entrelinhas” é só futuro pro relacionamento, é sucesso na certa, homens e mulheres curtem a segurança de poderem ser compreendidos sem falar nada ou falando de um jeito mais tranquilo.  E outra, falar é bem dahora, trocar ideias e talz. Mas bom mesmo é quando A significa B e tá na hora de apagar a luz e provar que o bom do amor não tá no que é mostrado e falado para todos.

Fotografia Clique a Clique – Mês da Exposição Fotográfica

Quero estrear hoje uma nova sessão aqui na nossa conversa fotográfica semanal. De tempos em tempos quero trazer questões pontuais sobre o universo da fotografia, explicações técnicas dos conceitos, sobre equipamentos, guias de uso, dicas práticas sobre as principais técnicas e suas aplicações. Faremos guias passo a passo, ou clique a clique para cada conceito.

Para começarmos bem, durante todo o mês de Novembro vamos estudar uma introdução para um dos conceitos mais importantes da fotografia.

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Foto por Luciana Macedo – Photo Dreams

Como conversamos semana passada, a Luz é nossa matéria prima  e dominando suas propriedades, dominamos nosso processo criativo. Mas precisamos domá-la, capturá-la, e nosso instrumento é nossa Câmera.

Vamos desconsiderar os diferentes tipos de Câmeras, os princípios básicos de funcionamento se aplicam desde o seu celular até o sua DSLR de R$18,000 (por que todos temos uma, certo?! não? ok).

O obturador se abre, como uma cortina, a Luz atravessa sua lente entra por uma pequena abertura variável, é projetada num material que registra aquelas informações, o obturador se fecha. Ponto. Esse é o funcionamento de qualquer camera, qualquer! Pronto, acabou, pode ir! (mentira, tem mais sim!)

Esse é o processo conhecido como Exposição Fotográfica. A partir do qual, um material sensível é exposto à Luz que fica registrada. Esse material pode ser um filme com elementos químicos reativos ou um sensor eletrônico. A Exposição Fotográfica tem três variáveis principais: a Abertura do Diafragma, Velocidade do Obturador e Sensibilidade do Sensor (ISO).

A cada semana do mês de novembro vamos estudar um desses temas, e fecharemos com uma explicação sobre como essas três variáveis interferem entre si. E se você é um visitante do futuro, segue aí os links pra cada Post:

  • ISO – Sensibilidade do Sensor
  • Velocidade do Obturador
  • Abertura do Diafragma

Mudando de assunto: Notou que minha foto de capa não foi feita por mim? (jura?) Minha querida amiga e colega de profissão Luciana Macedo, fotógrafa da Baixada Santista especializada em ensaios familiares, grávidas, newborn e eventos, que fez! Clica aí no Link da página do facebook da Photo Dreams,  empresa dela, e vai conhecer um pouquinho do trabalho lindo dessa fotógrafa incrível! Obrigado, Lu!

Photo Dreams por Luciana Macedo

Confira os outros posts da série “Clique a clique”:

Halloween

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Nesta semana de Halloween gostaria de compartilhar com vocês minha experiência do Halloween dos anos que morei no EUA.

O Halloween é um evento tradicional e cultural em muitos países.  Celebrado especialmente no dia 31 de Outubro. E sua origem vem da celebração dos antigos povos celtas.

Originalmente, o Halloween não tinha relação com as bruxas. Era um festival do calendário celta da Irlanda  e marcava o fim do verão.  Os Estados Unidos popularizou a comemoração com a famosa frase “Trick – or – Treat” ( doces ou travessuras).

Mas o ponto que eu quero chegar mesmo,  é que embora seja uma festa tradicional das bruxas, celebrá-la no EUA é na verdade uma grande festa a fantasia com um pouco de alusão aos mortos, mas o foco mesmo fica por conta das fantasias e decorações.

Não existe ligação nenhuma da data com o mal, e na cultura Americana mesmo você encontra muitos elementos ligados ao folclore.  Em Miami por exemplo no Halloween você pode optar por dar uma volta na Lincoln Road e encontrar um verdadeiro desfile de fantasias de todos os tipos.  Desde famílias inteiras fantasiadas com seus filhos, até os cachorros igualmente fantasiados.  (Eu também aderi a cultura e um  Halloween acabei fantasiando minha cachorra de Branca de Neve)

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Os trajes variam desde Cinderela ou Dorothy do Mágico de Oz até as famosas e temidas Bruxas de Salém.

Meu primeiro Halloween em Miami confesso que fiquei um pouco surpreendida quando vi as pessoas fantasiadas de todos os tipos… Eu esperava encontrar apenas fantasias relacionadas a bruxas e ao terror. Muito pelo contrário, é uma data muito alegre onde você encontra casas completamente decoradas, doces especiais, eventos e grandes festas pela cidade toda.

Diz a lenda ainda que o Halloween celebrava o final da terceira e última colheita do ano e  o início do armazenamento para o inverno.

 

 

E AÍ, QUANTO COBRAR ?

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Não vou falar aqui o quanto você deve cobrar, seja em real, dólar ou em outra moeda, pois eu acho que você não deve se basear pelo preço da concorrência. O mais importante é que você chegue no seu preço.

Pense sempre assim, se você está cobrando pelo seu trabalho é porque você já tem uma certa segurança e sabe o que está fazendo. É ISSO QUE SEPARA O PROFISSIONAL DE UM AMADOR. Se você pensar, “será que estou cobrando caro?” é porque ainda falta um pingo de segurança no seu trabalho. O melhor que se tem a fazer nesse caso é não cobrar e aproveitar esse tempo para treinar bastante e presentear seus amigos e familiares com bolos e doces, o que também é um ótimo investimento. Imagine o seu bolo e seus doces como um cartão de visita. Todos que experimentarem dos seus doces e bolos e gostarem, são clientes em potencial.

Com esta parte bem resolvida, está na hora de saber o quanto cobrar pelo seu trabalho, a fórmula matemática é bem simples e serve para todos:

CUSTO DIRETO   ⇒   DIVIDIDO PELO NÚMERO DE PESSOAS   ⇒   x3

Sendo que:

Custo Direto: o que você gastou de ingredientes, cobertura, recheio e tudo mais que você precisar para fazer seu bolo ou seus doces.

Número de pessoas: o rendimento do seu bolo.

x3: esta parte fecha tudo. Uma parte paga o seu custo direto (tudo o que você gastou), a segunda parte paga o seu CUSTO INDIRETO (aquilo que você não consegue somar, como água, luz, gás, tempo de trabalho) e a terceira parte é o seu lucro líquido.

Depois de tudo isso, chegamos num valor mínimo. Se você está cobrando menos que este valor que você chegou, significa que você está com excesso de trabalho, pagando o mercado e não lucrando nada. Se está na média ou mais, que ótimo!! Agora já pode ter algum lucro.

Após todas as contas feitas, chegando no seu preço mínimo, temos 2 opções, apesar de ser opostos, da muito certo: você cobrar o valor mínimo, sem dar desconto nenhum, ou você da o bolo ou os doces de presente.

Se ainda sim o cliente achou caro ou pediu mais desconto. Pense em outras opções, se você não quiser dar o desconto, diminua o bolo ou deixe a decoração mais simples.

Fiquem ligados no TE FALEI !!!

Dilma ou Aécio, quem ganha com seu discurso de ódio?

Ninguém.

Nasci nessa cidade (São Paulo), tenho um grande amor por ela e por seu povo composto por gente guerreira que enfrenta todo dia a massacrante rotina da metrópole que é incrivelmente produtiva. Batalho ao lado de vocês, meus conterrâneos, todos os dias, mas hoje não posso apoiá-los, vocês, irmãos, estão errados. Não temos que dividir o Brasil, é você que tem que aprender mais sobre preconceito.

Votou na Dilma: parabéns, sua candidata ganhou. Votou no Aécio: parabéns, não seguiu a maioria, teve coragem e votou no que acreditava, mas onde estava escrito que, se discordassem de você, seria lhe dado o direito à violência e à crueldade? Quem te deu o direito de xingar, ofender ou mesmo mandar de volta um homem que, acima de nordestino ou sulista, é Brasileiro como você? Ahhh… lembrei, aqueles que não estão comigo, estão contra mim, já dizia o homem cordial.

Em nenhum momento da minha vida apoiarei o preconceito, em nenhum momento apoiarei a exclusão e não contem comigo para apoiar seu preconceito. Se isso é uma democracia, respeitem o seu próximo, é o mínimo a fazer.

 

Curtam abaixo o show de chorume que achei pela internet:

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Dois tá bom!

Acima disso é incentivar

ESPECIAL FILMES DE TERROR – PARTE 4: PEDRA NOS RINS

Olá Amigos,

A todos que seguem esta coluna,  hoje o terror é do vosso colunista Luciano Fernandes que encontra-se internado para tratar uma crise de cálculo renal que é caracterizado por uma dor que se manifesta em cólicas, isto é, com um pico de dor intensa seguido de certo alívio. Em geral, essas crises podem ser acompanhadas por náuseas e vômitos e requerem atendimento médico hospitalar.    Saiba mais sobre Cálculo renal…

Luciano Fernandes

O Luciano está internado e não poderíamos deixar de desejar na coluna de Cinema e Teatro melhoras para nosso colunista que ilustra tão brilhantemente esta coluna.

Também não poderíamos deixar nossos leitores sem uma satisfação e uma boa dica.

A dica é o a 38ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo que vai até o dia 29/10/2014. ( 38th São Paulo International Film Festival (16-29 October 2014)) que está rolando no Conjunto Nacional – Av. Paulista, 2073 (ao lado do Cine Livraria Cultura), Tel. 3253-5991 e 3253-4263.

Saiba mais sobre a mostra e programação, filmes, diretores e adquira seu ingresso.

Na próxima sexta o  querido colunista Luciano Fernandes estará de volta.

#ForçaLu

Abraço a todos,

Equipe Já Te Falei